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Convidado por Dilma, Padilha recusa pasta, diz líder do PMDB

Presidente ofereceu comando da articulação política para peemedebista

07/04/2015 12h09
Por: Redação
Convidado por Dilma Rousseff para assumir a coordenação política do governo, o ministro Eliseu Padilha (Aviação Civil), que é do PMDB, recusou assumir a função, afirmou na manhã desta terça­feira (7) o líder da bancada peemedebista na Câmara dos Deputados, Leonardo Picciani (RJ). Com uma taxa recorde de desaprovação e sofrendo derrotas seguidas no Congresso patrocinadas pelo aliado PMDB, Dilma tenta rearranjar sua base de apoio. Aconselhada por Lula, convidou Padilha, antigo integrante do PMDB e aliado do vice-presidente Michel Temer, presidente nacional da legenda. O problema é que a indicação não contou com respaldo integral dentro da sigla de Eduardo Cunha (PMDB­RJ), presidente da Câmara, que vem comandando as derrotas a Dilma no Legislativo. Na noite de segunda, Cunha recusou considerar a possível indicação de Padilha como da cota peemedebista. Segundo Picciani, Padilha comunicou a recusa à cúpula do PMDB na noite de segunda, em um jantar no Palácio do Jaburu, residência oficial da vice-presidência da República. O argumento oficial é que está com um filho recém-nascido e que, por isso, sofreu um "veto" da mulher. "A Secretaria de Relações Institucionais [posto que coordena a articulação política do governo] não é um pleito do PMDB. É só mais um ministro para ser fritado, não tem poder de decisão", afirmou Picciani. Com isso, continua no cargo por enquanto o petista Pepe Vargas, que vem sendo desconsiderado pelo PMDB nas negociações legislativas. CUNHA O presidente da Câmara voltou a dizer na manhã desta terça que o PMDB não pleiteia a articulação política do governo. Segundo ele, o formato atual está errado, mas cabe a Dilma decidir como fará para consertá-­lo. "Volto a dizer que não é um pleito do PMDB o ministério nem que a articulação política do governo só irá funcionar se for um nome do PMDB. Acho já está mais do que provado que o formato atual não está funcionando", afirmou. Cunha não tem relação com Pepe Vargas, que liderou uma operação ministerial para tentar evitar sua eleição para a presidência da Câmara.   folha-140x35-ffffff
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