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Governo Federal não repassa verbas e obras são paralisadas

12 etapas das obras do PAC na cidade foram divididas em poligonais que precisam de intervenções

02/03/2016 14h33
Por: Redação
Da Redação Sem dinheiro para pagar empresas contratadas e executar as obras, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) virou exemplo de atraso e Mata de São João já sofre os reflexos. O governo virou o ano devendo R$ 5,6 bilhões a essas empresas em todo o Brasil e no município, muitas obras estão paralisadas por falta dos repasses dos recursos. De acordo com levantamento fornecido pela prefeitura, o governo federal deve R$ 5 milhões em recursos para obras de projetos aprovados. Por conta do tempo de espera, os valores dos orçamentos foram atualizados e a o erário vai ter que desembolsar R$ 2 milhões para finalizar. 12 etapas das obras do PAC na cidade foram divididas em poligonais que precisam de intervenções por serem áreas consideradas mais críticas. As localidades de Entroncamento 1 e 2, Recanto de Alambique, Campo de Terra Nova, Travessa 2 de Julho, Alto dos Milagres, Rua do Sucupira, Rua do Pica Pau, Rua do Derba, Antiga Fábrica de Plástico, Travessa do Cemitério, Travessa Getúlio Vargas e Travessa Queiroz Monteiro aguardam as melhorias, mas o recurso não foi enviado e as obras estão paralisadas. ?Nós separamos a cidade em 12 áreas mais críticas que precisavam fazer essas intervenções e implantar esgotamento sanitário, passeios, pavimentação, contenções de encostas, regularização fundiária. É um trabalho enorme?, destacou o prefeito Marcelo Oliveira. O gestor afirmou ainda que o Governo Federal tem pendências com a cidade há 4 meses e somente por meio do PAC deve ao erário R$ 664 mil de obras executadas que ainda não foram pagas. Além das obras do PAC, projetos aprovados por ministérios, não tiveram recursos liberados. A creche do Caboré um dos principais exemplos. O equipamento custou cerca de R$ 1,2 milhão e a união ainda deve cerca de R$ 580 mil em medições, sendo que a empresa executora do serviço segue sem receber pagamentos há sete meses. O mesmo acontece com a Academia da Saúde, finalizada em setembro do ano passado e cerca de 70% dos recursos federais ainda não chegaram na cidade. O campo de Terra Nova foi inaugurado em 2014 e a construtora responsável ainda tem um saldo de R$ 26 mil para receber. União não passou recurso para estrada que liga sede ao litoral O Ministério do Turismo também travou a verba para continuar a construção da estrada que liga a sede ao litoral da cidade. Até agora, apenas R$ 2 milhões, dos R$ 22 milhões conveniados, foram liberados. Com a verba, só foi possível terraplanar, drenar e asfaltar um pequeno trecho na localidade do Barro Branco. A previsão era liberar R$ 5 milhões na primeira etapa e R$ 18 milhões na segunda. O custo total da obra é de R$ 55 milhões. (Foto: Arquivo)
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