Da Redação Num depoimento intimista e emocionante, a primeira desembargadora negra do Brasil Luslinda Valois foi destaque na sessão que homenageou as mulheres de Mata de São João, realizada nesta terça-feira (08), na Câmara de Vereadores. Baiana, com 74 anos e uma carreira de sucesso, Luislinda já foi homenageada e premiada em diversas esferas públicas e entidades no País e no exterior pelos projetos de inclusão e acesso à Justiça desenvolvidos nas comarcas por onde passou - e foram 11, além da atual, na capital do estado, Salvador. A desembargadora do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) destacou que a descriminação por ser mulher negra, pobre e da periferia começou ainda na infância quando um professor disse que se ela não tinha condições de estudar, que fosse aprender a fazer feijoada na casa dos brancos. Ela afirmou que também foi vítima de preconceito para ser promovida ao cargo de desembargadora. Foram oito anos de espera, até chegar à promoção. Reconhecida por lutar pelas causas contra o preconceito, Luslinda diz que ainda há muito preconceito no país, mas com o voto certo e oportunidade para as mulheres em cadeiras de destaque, podem levar o Brasil ao progresso. ?Queremos mais mulheres sérias e competentes ocupando cargos importantes e com o poder da caneta?, enfatizou. Durante toda a sessão, mulheres da cidade, representadas pelas idosas do Grupo Conviver, foram homenageadas com rosas e discursos emocionados. O anfitrião, presidente Alexandre Rossi aproveitou para homenagear Dona Celeste, moradora antiga da cidade, que participa ativamente dos eventos e manifestações políticas. Em seu pronunciamento, o prefeito Marcelo Oliveira, afirmou que 56% do quadro de funcionários da administração são do sexo feminino, o que mostra a importância do trabalho das mulheres na cidade. Confira em fotos como foi a homenagem [gallery royalslider="2" ids="86887,86890,86891,86892,86893,86894,86895,86896,86897,86899,86900,86901,86902,86903,86904,86905,86906,86907,86909"]
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