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'Vínculo do PMDB com Dilma se exauriu' , diz ex-ministro Geddel

O cacique baiano defendeu a permanência de Temer na liderança da executiva nacional

12/03/2016 12h19
Por: Redação
Da Redação O ex­-ministro da Integração Nacional Geddel Vieira Lima (PMDB­-BA), a favor do rompimento do PMDB com o governo Dilma Rousseff, avalia que o modelo de administração petista "se exauriu" e avalia que a presidente não tem mais condições de governar o país. Para ele, a entrada do ex­-presidente Lula no governo não ajudaria a restabelecer a relação entre PT e PMDB e só "apequenaria" o petista. Geddel foi entrevistado pela Folha de S. Paulo. Confira: Folha -  ­ Por que o PMDB deve desembarcar do governo? Geddel Vieira - ­ O vínculo do PMDB com o governo se exauriu. O partido não tem como contribuir para o país ajudando o atual governo. A política e a vida são feitas de símbolos. Se uma presidente que não tem condições de ir à TV falar no Dia Internacional da Mulher, que governança ela tem sobre o país? Como ela pode propor para a sociedade ações duras para tirar o país da crise? Esse modelo do PT governar se exauriu. O PMDB, que já não tem nenhuma participação, a não ser periférica, não pode continuar compactuando com isso. A eventual entrada do ex­-presidente Lula no governo melhoraria a relação entre o governo e o partido? Não, isso apequenaria o ex­-presidente, que deixou um legado ao país e é uma liderança política importante. Em alguns momentos, ele tem sofrido claramente exageros em relação a alguns processos, como esse último do Ministério Público de São Paulo, que passou um pouco dos limites. Não creio que isso (assumir uma pasta) engrandeceria o governo, a biografia do ex-presidente ou ajudaria na posição do PMDB, que deve ser voltada para o interesse do país e que não pode ser confundida com o governo que está levando o país para um buraco difícil de ser retirado. O vice Michel Temer está à frente do PMDB desde 2001 e deve ser reeleito novamente. A que se deve a falta de alternância de poder no partido? A alternância no partido é possível. Nós temos uma convenção da sigla em que poderiam surgir candidatos para disputar com Temer. Então, a alternância se daria. Se ela não se dá, é porque o vice tem capacidade de liderança e de composição. Por isso, ele sairá consagrado como candidato da unidade, como candidato que representa a unificação do PMDB. Por que a adoção de um regime semi-parlamentar ajudaria o país neste momento? Eu sou contra essa proposta. O que nós precisamos é de presidentes sérios e comprometidos com a nação, não exclusivamente com um projeto hegemônico e partidário.     Foto: Arquivo/Agência Mais Região
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