Tribuna da Bahia No início da sessão plenária desta quinta-feira (17/3), o ministro Celso de Mello, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), repudiou veementemente notícias publicadas na imprensa, as quais classificou de injustas e grosseiras, de que Suprema Corte estaria ?acovardada" perante o cenário político e institucional do País. A afirmação a qual o ministro se refere foi feita pelo ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva em conversa telefônica interceptada por ordem judicial. O ministro afirmou que ?ninguém, absolutamente ninguém, está acima da autoridade das leis e da Constituição de nosso País?. Segundo Celso de Mello, "esse insulto ao Poder Judiciário, além de absolutamente inaceitável e passível da mais veemente repulsa por parte desta Corte Suprema, traduz, no presente contexto da profunda crise moral que envolve os altos escalões da República, reação torpe e indigna, típica de mentes autocráticas e arrogantes". Ele considerou o gesto "leviano e irresponsável", que atribui ao " receio pela atuação firme, justa, impessoal e isenta de Juízes livres e independentes", Celso de Mello advertiu: "condutas criminosas perpetradas à sombra do Poder jamais serão toleradas, e os agentes que as houverem praticado, posicionados, ou não, nas culminâncias da hierarquia governamental, serão punidos por seu Juiz natural na exata medida e na justa extensão de sua responsabilidade criminal". Lewandowski O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, afirmou que os constituintes de 1988 atribuíram à Corte a ?elevada missão de manter a supremacia da Constituição Federal e a manutenção do Estado Democrático de Direito?. O ministro ressaltou que os juízes do Tribunal, no cumprimento de suas funções, ?não faltarão aos cidadãos brasileiros?. A afirmação está relacionada às declarações do ex-presidente Lula. ?Eu queria dizer que os constituintes de 1988 atribuíram a esta Suprema Corte a elevada missão de manter a supremacia da Constituição Federal e a manutenção do Estado democrático de direito. Eu tenho certeza de que os juízes dessa Casa não faltarão aos cidadãos brasileiros no cumprimento deste elevado múnus?. (Foto: Divulgação)
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