Tribuna da Bahia A Procuradoria-Geral da República está inclinada a considerar as escutas das conversas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como legais. O procurador-geral, Rodrigo Janot, termina neste sábado, 19, sua turnê de uma semana pela Europa e a partir de segunda-feira vai avaliar o caso e um eventual pedido de inquérito contra Lula e a presidente Dilma Rousseff. Durante a viagem, o chefe do Ministério Público não escondeu de pessoas próximas o fato de estar ?inconformado? com a atitude de Lula de dizer que colocaria ?medo? nos procuradores da Lava Jato. As gravações realizadas pela Polícia Federal com a autorização do juiz Sérgio Moro têm sido alvo de polêmica. Aos assessores mais próximos, Janot disse que vai tratar do assunto ?de forma serena? e sem ?contágios políticos?. Na Europa, Janot já foi questionado por colegas do Velho Continente sobre as interceptações feitas pela Lava Jato e como se justificavam. A explicação é de que as gravações se referiam a ?suspeitas de crimes?. Janot também deixou claro que nenhuma conversa de ?cunho pessoal? havia sido incorporada no processo ou tornada pública. A própria Dilma, em discurso na solenidade de posse de Lula como ministro da Casa Civil, criticou a atitude de Moro e o que costuma chamar de ?vazamentos seletivos?. Numa das conversas gravadas, Lula se queixa de ?ingratidão? de Janot que, apesar de ter sido nomeado em 2013 e 2015 pelo governo Dilma Rousseff, não teria dado a mesma atenção a suspeitas contra o senador tucano Aécio Neves (MG) como as dadas pelo Ministério Público a integrantes do PT. ?Essa é a gratidão. Essa é a gratidão dele por ele ser procurador?, ironizou Lula ao advogado e ex-deputado pelo PT do Distrito Federal Luiz Carlos Sigmaringa Seixas, no dia 7 de março. (Foto: Divulgação)
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.