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Lava Jato: PF cumpre mandados em Salvador e Mata de São João

Trabalhos fazem parte da 26ª fase da Operação, nomeada "Xepa". Além da Bahia, também são alvos SP, RJ, SC, RS, PI, DF, MG e PE.

22/03/2016 08h26
Por: Redação
A Polícia Federal cumpre, na Bahia, na manhã desta terça-feira (22), mandados de busca e apreensão, em Salvador e em Mata de São João, na região metropolitana da capital baiana. De acordo com a assessoria da PF na Bahia, há ainda no estado um mandado de condução coercitiva, um de prisão temporária e um de prisão preventiva. Os alvos das ordens judicias não tiveram as identidades divulgadas. As ações fazem parte da 26ª fase da Operação Lava Jato, intitulada "Xepa". Além da Bahia, a operação também acontece em São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Piauí, Distrito Federal, Minas Gerais e Pernambuco. Os trabalhos são um desdobramento da 23ª fase, a Operação Acarajé, para apurar um esquema de contabilidade paralela na construtora Odebrecht, destinado ao pagamento de vantagens indevidas a terceiros, vários deles com vínculos diretos ou indiretos com o poder público. A ação foi deflagrada no dia 22 de fevereiro e prendeu o marqueteiro do Partido dos Trabalhadores (PT) João Santana, além de mulher dele Monica Moura. Os dois são suspeitos de receber US$ 7,5 milhões em conta secreta no exterior e estão detidos na Superintendência da PF, em Curitiba. As investigações apontam possíveis crimes de organização criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro oriundos da Petrobras que teriam sido cometidos por empresários, profissionais e lavadores de dinheiro ligados ao grupo. O material indicou a realização de entregas de recursos em espécie a terceiros indicados por altos executivos da Odebrecht nas mais variadas áreas de atuação empresarial. Números da operação Do total de 110 mandados no país, 67 mandados são de busca e apreensão, 28 mandados de condução coercitiva, quando a pessoa é obrigada a prestar depoimento, 11 mandados de prisão temporária e quatro de prisão preventiva. Ainda de acordo com a PF, há indícios concretos de que o grupo se utilizou de operadores financeiros ligados ao mercado paralelo de câmbio para a disponibilização de recursos ilegais. A prisão temporária tem prazo de cinco dias e pode ser prorrogada pelo mesmo período ou convertida em preventiva, que é quando o investigado fica preso à disposição da Justiça sem prazo pré-determinado. Os presos serão levados para a Superintendência da PF, em Curitiba. Fonte: G1
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