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PF prende ex-senador Gim Argello pela Lava Jato

Suspeita é de que ao menos um senador tenha recebido doações de empreiteiras para evitar depoimento de executivos nas CPIs

12/04/2016 11h34
Por: Redação

Correio

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (12) a 28ª fase da Operação Lava Jato, com o cumprimento de 21 mandados judiciais em Brasília, no Rio de Janeiro, em Taguatinga (DF) e São Paulo. A atual fase, denominada Vitória de Pirro, tem o objetivo de apurar irregularidades na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado e na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investigaram irregularidades na Petrobras em 2014, informou a PF.

A força-tarefa da Lava Jato suspeita que pelo menos um senador tenha recebido doações eleitorais legais de empreiteiras em troca de evitar a convocação de executivos para depor nas comissões parlamentares. De acordo com Delcídio, o ex-senador e outros parlamentares cobravam dinheiro de empreiteiros envolvidos na investigação Lava Jato, a fim de que eles não fossem chamados para depor na CPI.Além de um pedido de prisão preventiva, essa 28º fase da Lava Jato cumpre mais dois mandados de prisão temporária, quatro de condução coercitiva e 21 ordens judiciais de busca e apreensão. O ex-senador Gim Argello (PTB-DF) é alvo do mandado de prisão preventiva, após ter o nome citado pelo senador Delcídio do Amaral durante delação premiado.

O filho de Argello, Jorge Argello Júnior, também foi alvo de um dos mandos de condução coercitiva, informou o G1 PAraná. Os outros conduzidos foram identificados como Roberto Zardi Ferreira Jorge, Gustavo Nunes da Silva Rocha, Dilson de Cerqueira Paiva Filho e Marcos Paulo Ramalho.

(Foto:Reprodução) 

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