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Associação acusa capitão da PM de atirar em soldado durante show

Confusão aconteceu durante a festa Garota White, no dia 26 de março, em Praia do Forte

13/04/2016 10h19
Por: Redação
Correio O soldado da polícia militar André Luís Neves, baleado durante uma festa em Praia do Forte, em Mata de São João, negou que tivesse atirado contra a multidão e acusa o diretor da Cadeia Pública do Estado da Bahia, capitão da PM Pablo Fagner Araújo Carvalho, de cometer o atentado. As informações foram divulgadas pela Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares (Aspra) e confirmadas pelo advogado Tiago Dinoemerson, que representa o soldado.

"Ele não fez nenhum disparo. Ele estava na festa quando foi imobilizado pelos seguranças por ordem do capitão Pablo e baleado", afirmou Dinoemerson.

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O advogado não soube dizer o que teria motivado a agressão. Neves é lotado na 14ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM/Lobato). Ele foi atingido no abdômen e nas pernas, foi socorrido para Hospital Geral Menandro de Farias, em Lauro de Freitas, passou por uma cirurgia e ficou um tempo internado na UTI. "Ele ainda está sob tratamento, mas está fora de perigo", disse Dinoemerson.

O crime aconteceu no dia 26 de março, durante a festa Garota White, em um show do cantor Wesley Safadão. A assessoria da Polícia Militar divulgou na época que o soldado Neves participava do evento como espectador quando começou a atirar no meio do público. A nota dizia também que outro PM, que trabalhava na festa como segurança, revidou e atirou na direção de Neves. Um segurança do evento, que não foi identificado, também acabou atingido de raspão na região das nádegas.

Acusações Além de acusarem o diretor e capitão de atirar contra o soldado, a Aspra e o advogado de Neves disseram que a arma do PM, uma pistola 380, foi apresentada sete horas depois do crime na Corregedoria da corporação, enquanto a arma do capitão não foi apresentada naquele dia.

"A denúncia chegou ao coordenador de comunicação da Aspra, soldado Alexandre Santos, na tarde desta segunda-feira (11/4), depois de longo período de internação do militar. Conforme denúncias de testemunhas em depoimentos na Corregedoria da Polícia Militar, o capitão prestava serviço de segurança clandestino no evento e atirou quando o policial estava desarmado e ajoelhado", diz a nota da Aspra.

O advogado disse que ainda não teve acesso aos detalhes do processo, apesar de o crime ter acontecido há três semanas.

Em nota, a assessoria da Polícia Militar informou que "o fato está sendo apurado em Inquérito Policial Militar (IPM) pela PM e todos os questionamentos serão solucionados após a conclusão do IPM".

Assessoria da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap) informou que como o diretor não estava de serviço no momento do fato e nem nas imediações da Cadeia Pública, não vai comentar o caso. O CORREIO ainda não conseguiu contato com o diretor e capitão Pablo Fagner Carvalho.

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