Nesta quarta-feira, 21, A greve nacional dos funcionários da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) completa seis dias sem previsão de chegar ao fim. Pelo menos 12,25 milhões de objetos, entre correspondências, entregas e malotes (35% do volume total transportado diariamente) estão com entrega prejudicada, segundo informações da assessoria de comunicação da empresa. Enquanto isso, quem depende do serviço para assuntos comerciais começa a ser prejudicado. Empresários do ramo de e-commerce já setem os reflexos da paralização. ?Uma entrega que chegava em dois dias está com previsão de mais de uma semana? comenta um empresário do ramo. Os envios via Sedex 10, Sedex Hoje e Disque-Coleta não estão sendo aceitos nas agências. Os demais serviços continuam disponíveis, mas sem previsão de data para a entrega. ?É informado no ato da postagem que pode haver atraso?, comentou a assessoria de comunicação da ECT. Segundo informações da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) ao todo são 109 mil funcionários em todo o Brasil. A empresa estima que a adesão à greve é de apenas 23% do efetivo, mas o sindicato na Bahia afirma que 90% dos trabalhadores, principalmente dos setores operacionais, não estão trabalhando. As reivindicações principais são aumento do piso de R$ 806 (um salário mínimo e meio) para R$ 1.635 (três salários mínimos), criação de um plano de cargos e salários (PCS) e redução da jornada de trabalho dos atendentes das agências de oito para seis horas.
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