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Geral Adoção de biometria

Médico tem que parar de fingir que trabalha, diz ministro

13/07/2017 20h20 Atualizada há 9 anos atrás
Por: Redação Fonte: Folhapress
Médico tem que parar de fingir que trabalha, diz ministro
O ministro da Saúde, Ricardo Barros, defendeu nesta quinta-feira (13) a adoção de biometria em todas as unidades de saúde e de um "padrão de produtividade" para fiscalizar o trabalho de profissionais que atuam no SUS, em especial os médicos.

"Vamos parar de fingir que pagamos o médico e o médico tem que parar de fingir que trabalha", disse. "A biometria do funcionário vai permitir que essas pessoas cumpram o contrato que fizeram com o poder público", afirmou.

Segundo o ministro, é preciso também estabelecer metas de desempenho para que as prefeituras possam fiscalizar o trabalho dos médicos, como tempo destinado às consultas, por exemplo. "Vamos estabelecer metas, e quem estiver abaixo do seu desempenho, vai ser chamado a aumentar sua produtividade."

Ele cita como exemplo o parâmetro da OMS (Organização Mundial de Saúde), que prevê cada consulta dure cerca de 15 minutos. "Hoje o médico vai lá, faz quatro horas de concurso e marca 16 consultas. Ele faz cinco minutos de consulta e vai embora. Queremos o médico no tempo que concursou", disse.

Em uma declaração polêmica, Barros afirmou ainda que muitos pacientes buscam diretamente o pronto-socorro dos hospitais porque médicos não cumprem a carga horária contratada nas unidades básicas de saúde, que deveriam responder pelo primeiro atendimento.

"O grande problema de saúde é que não conseguimos fazer com que o médico fique quatro horas na unidade de saúde. A pessoa que tem problema vai diretamente no hospital, porque lá ele sabe que vai estar o médico", disse.

De acordo com Barros, cerca de 50% dos médicos que trabalham em municípios onde há biometria pedem demissão. "Tenho 100 horas contratadas, eles fazem 30. Se metade for embora e a outra metade cumprir as quatro horas, estamos aumentando a disponibilidade de médicos para a população", disse, citando o fato de que a maioria têm mais de um emprego e, com isso, não consegue cumprir a jornada. 
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