Usar o dinheiro extra para cobrir despesas do dia a dia é escolha de 35% dos que têm direito ao benefício do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), e somente 20% optam por investir ou poupar os recursos, afirma estudo realizado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).
Estima-se que até a segunda quinzena de junho já foram injetados aproximadamente R$ 13,7 bilhões na economia, levando em consideração apenas o pagamento de dívidas. E outros R$ 380 milhões ainda devem ser movimentados com essa finalidade nos próximos meses.
A economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, explicou que muita gente aproveitou o dinheiro para antecipar contas que ainda não estavam atrasadas: "O consumidor que estava com dívidas em atraso e conseguiu quitar com esse dinheiro evitou taxa de juros por conta da pendência financeira".
Marcela ressaltou ainda que o número de trabalhadores que guardaram o dinheiro é pequeno. Somente 20% deles optaram por investir ou poupar os recursos. Além de destinarem o dinheiro ao pagamento de dívidas, compras ou depósito em poupança, 12% dos entrevistados disseram aproveitar o dinheiro extra para antecipar o pagamento de contas, como crediário e prestações da casa ou do carro, por exemplo.
Ainda de acordo com o estudo, apenas 7% dos entrevistados disseram que gastaram ou gastariam com roupas e calçados; 3% declararam que investiriam o dinheiro num smartphone.
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