A Bahia acordou hoje mais triste. Morreu, por volta das 19h30 de ontem, o artista plástico argentino Reinaldo Eckenberger. Radicado na capital baiana há 51 anos, ele sofreu um infarto na segunda-feira e foi conduzido ao Hospital Geral do Estado, onde chegou com vida. Na manhã de ontem, após registrar uma pequena melhora, teve um segundo infarto que o levou a óbito. A pedido dos amigos, a notícia ficou restrita ao seu círculo em respeito ao companheiro do artista que só seria informado da perda na manhã de hoje.
Um dos artistas mais brilhantes de sua geração, Reinaldo Eckenberger nasceu em Buenos Aires, em 1938 e chegou à Bahia em 1965, cidade que elegeu para viver e que, segundo ele, era o único lugar do mundo capaz de abrigar o barroquismo de sua arte.
Apesar da paixão pela cidade, sua obra não recebeu influências afro-baianas. Manteve-se fiel ao seu estilo irreverente, crítico e divertido. Na arte e na vida. Sempre bem humorado traduzia esse estado de espírito nas milhares de peças que criou ao longo da carreira. Tudo com muito excesso, tudo muito caótico e sempre carregado de erotismo.