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Evangélicos apostam em 'distritão' para ampliar bancada na Câmara

A meta superar os 20% da Casa, diz o presidente da bancada evangélica, pastor Hidekazu Takayama (PSC-PR)

17/08/2017 09h56 Atualizada há 9 anos atrás
Por: Redação Fonte: Folha de São Paulo
Evangélicos apostam em 'distritão' para ampliar bancada na Câmara

Crescei e multiplicai-vos, como diz a passagem bíblica, serve também para ilustrar as ambies da bancada evangélica na Câmara em 2018. E o “distrito” pode catalisar os planos de expanso do bloco.

Nos bastidores, igrejas e parlamentares ligados a elas j vislumbram esse possível efeito colateral do novo modelo para eleger deputados embutido na reforma política que o Congresso começou a discutir na quarta-feira (16).

O bloco evangélico, que em 1994 tinha 21 membros, quadruplicou para cerca de 85 (16,5%) dos 513 deputados atuais. Com ou sem “distrito”, um aumento j era esperado para o ano que vem, na esteira do agigantamento dessa f na população brasileira (menos de 10% no começo dos anos 1990 para 30% hoje).

A meta superar os 20% da Casa, diz o presidente da bancada evangélica, pastor Hidekazu Takayama (PSC-PR).

Se o Congresso aprovar regras que suprimam o sistema proporcional vigente, a bancada pode sair no lucro.

Professor de sociologia da USP especializado no segmento, Ricardo Mariano aponta o pressuposto “de que que os evangélicos levariam vantagem por serem conhecidos –incluindo a as celebridades gospel e os televangelistas–, disporem de muitos recursos financeiros, de acesso facilitado a mídias eletrônicas”, fora que no só poucos os pastores capazes de “influenciar o voto de parte de seus adeptos”.

“A maior parcela [dos deputados evangélicos prefere o ‘distrito'”, diz Takayama, líder da bancada que, em abril, foi orar com Michel Temer no Planalto e aproveitou para reforçar algumas de suas bandeiras: contra o debate da ideologia de gênero nas escolas, o aborto, a legalização das drogas e a permissão que o aluno transgênero use o banheiro que preferir, feminino ou masculino.

Hoje o pleito funciona assim: se você escolheu candidato ‘x’, seu voto tambá conta para o partido ou a coligação. A nova fórmula prevê que se elege simplesmente quem for melhor nas urnas.

Sem a figura do “puxador de votos”, pouco adiantaria lanar nomes sem chances reais na disputa. Em tese, um estímulo a quem já está no Congresso (ajudado pela máquina pública) e personalidades.

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