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Geral Maurício Bacelar

Blitz: ter ou não ter? Eis a questão!

Maurício Bacelar é engenheiro, ocupou cargos importantes nas prefeituras de Dias d'Ávila e Camaçari. Em 2015 foi diretor geral do Detran-BA. Escreve às sextas, a cada duas semanas.

25/08/2017 14h35
Por: Redação Fonte: Maurício Bacelar

Uma parcela da população reprova a realização das blitzes. Queixa-se da maneira como a abordagem é feita, das retenções, questiona a legalidade e que afeta o direito de ir e vir. A queixa pode, até, ter razão, mas existem instrumentos democráticos para corrigir os eventuais excessos. A ouvidoria e a corregedoria do órgão de trânsito, por exemplo, podem ser acionadas para atuarem na correção de erros, se existirem.

Infelizmente, o trânsito mata e sequela milhares de baianos todos os anos e ninguém pode negar a importância da blitz na segurança viária. Aliás, é um dos seus principais instrumentos. Na blitz, condutores e veículos, que não estejam devidamente habilitados, portanto, colocando em risco as suas vidas e de terceiros, são retirados de circulação. Condutor alcoolizado e veículo sem condições de segurança para circular, entre outras questões, são detectados nas blitzes, bem como marginais. Além disso,  drogas e armas são apreendidas.

A blitz é uma ação de prevenção. O cidadão não sente, no dia a dia, os seus benefícios. Estes só aparecem nas estatísticas, quando, em quadros comparativos, os números mostram a diminuição de mortes, sequelas e da violência urbana.

Comprovando estas afirmações, a Escola Nacional de Seguros, do Centro de Pesquisas e Economia do Seguro (CPES) constatou que, de 2015 para 2016, a Bahia foi o Estado do norte-nordeste que mais reduziu o número de acidentes de trânsito e o terceiro do país, ficando atrás, apenas, do Rio de Janeiro e São Paulo. Esta posição de destaque, segundo o levantamento, foi alcançada, em parte, graças às blitzes de alcoolemia. Realmente, a partir de 2015, o Detran da Bahia intensificou as ações de fiscalização na capital e inseriu o bafômetro nas a ções no interior. O que corroborou com esse saldo positivo.

Assim, o resultado aferido pela Escola Nacional de Seguros, por si só, já justifica a ação. Afinal, uma vida que seja salva ou uma pessoa que deixe de ficar sequelada, com certeza, compensa qualquer contratempo. Oxalá, tenhamos mais blitzes!

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