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TSE barra propaganda eleitoral no Twitter antes do prazo

Ministros rejeitaram recurso de Indio da Costa, que usou o microblog para pedir votos antes do período de divulgação eleitoral em 2010

16/03/2012 00h25
Por: Redação
Por 4 votos a 3, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decidiu nesta quinta-feira (15) que o Twitter não pode ser usado para propaganda eleitoral fora dos prazos estipulados, isto é, dia 5 de julho. Na prática, a partir de agora o uso de redes sociais antes da data prevista pela Justiça eleitoral é irregular e pode trazer penas aos postulantes. A decisão foi tomada com base em um recurso do ex-deputado Índio da Costa, que foi multado em R$ 5.000 assim que divulgou no Twitter que concorreria à vice-presidência na chapa do tucano José Serra nas eleições de 2010. A minoria dos ministros entendeu que o microblog tinha alcance restrito e que os receptores das mensagens concordavam em recebê-las. [caption id="attachment_10248" align="aligncenter" width="616" caption="A ministra do TSE Cármen Lúcia: "Twitter é uma mesa de bar virtual""][/caption]

Derrubaram

Derrubaram o uso do Twitter antes do prazo os ministros Aldir Passarinho Júnior (já aposentado), Marcelo Ribeiro, Arnaldo Versiani e o presidente da Corte, Ricardo Lewandowski. Foram derrotados os ministros Dias Tóffoli, que substituía Marco Aurelio de Mello no primeiro julgamento, Cármen Lúcia e Gilson Dipp ?que tinha pedido vistas na primeira votação e fez com que o processo fosse retomado esta noite. A regra já é válida para as eleições municipais deste ano. Depois de 6 de julho, a propaganda eleitoral é liberada. "Todos nós somos a favor da antecipação do prazo de propaganda eleitoral, mas é necessário que os legisladores decidam sobre isso e deixem claro", afirmou Lewandowski.

Mesa de bar ou efeito potencial

O processo foi iniciado no TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro), por conta de uma mensagem enviado por Índio a um seguidor no Twitter. "Conto com seu apoio e com o seu voto. Serra Presidente: o Brasil pode mais". A postagem foi retuítada ?repassada adiante, na linguagem do Twitter? centenas de vezes. ?Cada seguidor pode alcançar milhares de outras pessoas, até 60 mil cada?, disse Versiani. O TSE afirmou também que há direito de resposta para candidatos que se sentirem ofendidos. A multa ao então candidato pelo Democratas foi aplicada pelo ministro Henrique Neves, após a representação do Ministério Público Eleitoral. O ex-deputado recorreu e o caso foi levado a Plenário do TSE em março de 2011. A decisão do relator, o então ministro Aldir Passarinho, foi de manter a punição. A ministra Cármen Lúcia, que tomará posse no mês que vem como presidente da Corte, foi a mais crítica em relação ao resultado. ?O Twitter é como uma mesa de bar. O TSE agora quer censurar conversas de bar??, questionou. Lewandowski discordou: ?É muito mais do que uma conversa de bar. O mecanismo de repassar mensagens potencializa os efeitos. O eleitor pode falar. O candidato, não.? Em um dos votos decisivos, o ministro Versiani afirmou que nunca utilizou o Twitter nem o usará no futuro. Reprodução: UOL
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