Segundo dados divulgados pelo Ministério das Cidades, cerca de 42 mil pessoas morrem por ano, vítimas de acidentes de trânsito, e o número de feridos é ainda mais alarmante. Os números que só crescem a cada ano, estão relacionados aos dois principais fatores que influenciam no crescimento da taxa de mortalidade no trânsito: o comportamento dos motoristas e o excesso de velocidade, assuntos que definiram o tema da Semana Nacional de Trânsito, que acontece até o dia 23 de setembro. A campanha aborda pela primeira vez, a velocidade nas estradas e tem como foco principal, a conscientização de jovens entre 18 e 25 anos, considerado o grupo mais vulnerável e de maior exposição ao risco de acidentes de trânsito. Para a especialista em educação no trânsito, Cristina Aragón, do blog de Trânsito do iBahia, a morte de jovens nas estradas está cada vez mais associada a falta de fiscalização e da aplicação das penalidades. "A morte de jovens em acidentes de trânsito é uma questão sem solução até hoje. É uma falta de vontade política. As blitze não são eficazes. Um programa de controle de alcoolemia no trânsito deveria ser feito com regularidade e continuidade", afirma a especialista. Cristina ressalta também as imprudências cometidas nessa faixa etária como fatores determinantes para os acidentes. "Os jovens excedem a velocidade, muitas vezes por estarem sob efeito de álcool ou de outras drogas, dirigem com sono em fim de festas e ainda contam com a má estrutura da cidade, com destaque para a inexistência de sinalização". Foi essa imprudência que causou a morte da jovem Milla Laís Galvão, de 19 anos. A universitária dirigia um veículo adaptado para o dono, que possui nanismo, e não possuía carteira de habilitação. Para a prima da jovem, o acidente foi um choque. "Ela sempre dirigiu em Campo Formoso, sua cidade natal, mas em Salvador não. A morte dela foi um choque muito grande para toda a família e comoveu a toda a população de Campo Formoso", contou a estudante Marília Galvão. Apesar de toda a dor da perda, Marília acredita que o acidente da prima serviu como uma lição para os amigos e primos da universitária. "Antes todo mundo vivia em festa, ou até mesmo bebendo na casa dos amigos, mas nunca ninguém se importou em voltar para casa de carro. Hoje, todos estão com um pé atrás, com medo do pior acontecer. Prefiro que se alguém beba na minha casa, que durma por lá mesmo", afirmou Marília. Reprodução: iBahia / Foto:
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