A partir de terça-feira (18), bancários de todo o país entram em greve, por tempo indeterminado. A decisão foi tomada em assembleia realizada na última quarta (12), com a categoria e lideranças da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). De acordo com informações do Sindicato dos Bancários na Bahia (SBBA), não houve avanço nas negociações de reajuste salarial da categoria, então os trabalhadores decidiram cruzar os braços. Em todo o país a categoria reúne cerca de 500 mil funcionários. Os bancos ofereceram aos bancários um reajuste linear para salários, pisos e benefícios de 6%. Mas a proposta passa longe da reivindicação dos trabalhadores que pedem 10,25%, sendo 5% de aumento real. Na Bahia, os bancários voltaram a se reunir em assembleia na noite desta segunda-feira (17), no Ginásio de Esportes, na Ladeira dos Aflitos, em Salvador, para organizar a greve. Segundo SBBA, o comando de greve planeja realizar uma paralisação maior que a do ano passado, quando mais de 700 unidades bancárias foram afetadas. Além do reajuste salarial, os trabalhadores pleiteiam mudanças na participação nos lucros e resultados (PLR) e em outras questões econômicas. A proposta da Fenaban foi de PLR de 90% do salário acrescido de valor fixo de R$ 1.484,00, podendo chegar a 2,2 salários de cada empregado. A reivindicação dos bancários à Fenaban é de PLR de três salários mais R$ 4.961,25 de parcela fixa. Com a paralisação dos bancários a partir desta terça, alguns serviços estarão suspensos, como a solicitação de empréstimos, transferências entre agências diferentes, saques de valores altos e pagamentos de contas acima de R$ 5 mil. Reprodução: Metro1 / Foto: Ilustrativa
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