Ex-candidato à prefeitura de Salvador no primeiro turno das eleições de 2012, Mário Kertész (PMDB) anunciou seu apoio à campanha do petista Nelson Pelegrino, que disputa o segundo turno com ACM Neto (DEM). "Eu sou um cidadão em pleno direito político e posso escolher o meu caminho. Não tenho nada contra Neto, mas Salvador precisa de um prefeito que tenha respaldo de uma estrutura forte", explica Kertész. Após o anúncio de apoio a Nelson Pelegrino, durante o programa Balanço Geral, de Raimundo Varella, na manhã desta quinta-feira, 11, Mário Kertész, que ficou com quase 10% dos votos no primeiro turno da eleição, fez uma entrevista coletiva com a imprensa, também nesta manhã, para ratificar o seu posicionamento no segundo turno. O candidato do PT estava presente e afirmou ter ficado "feliz e honrado" com o anúncio do ex-adversário, que também informou a sua desfiliação do PMDB. Pelegrino, que frisou ser amigo de Kertész de "longas datas", destacou a experiência administrativa do parceiro, relembrando das suas duas gestões como prefeito de Salvador - a primeira por indicação de ACM e a segunda por votação popular. O petista afirmou ainda que essa experiência do radialista, que declarou no dia da votação sua desistência da vida política, será incorporada à coligação do PT em Salvador. Durante a coletiva, o candidato petista criticou a posição do PMDB na Bahia, que decidiu por caminhar ao lado de ACM Neto na segunda fase da campanha. Pelegrino afirmou que, com a decisão tomada pelos representantes locais da legenda, o apoio de Geddel Vieira Lima e de Lúcio Vieira Lima, presidente do PMDB na Bahia, está indo contra a posição do partido, da base aliada do PT no plano nacional, com Michel Temer, presidente da legenda, como vice-presidente do executivo.
Com um discurso do alinhamento com a presidente Dilma Rousseff e o governador Jaques Wagner por pertencerem ao mesmo partido, o PT, Pelegrino comparou a eficácia da sua capacidade de conseguir mais apoio do governo federal, com quem tem "contato direto há mais de 20 anos", à de Neto, que, agora, tem o PMDB, com Temer no primeiro escalão do governo. O petista afirmou que continua sendo a pessoa mais indicada para facilitar a liberação de recursos para Salvador por meio dos governos federal e estadual, por ter apoio direto de Dilma e Wagner. E afirmou que o contato que ACM Neto conseguiu é "por tabela", diferente do seu, que é "direto".