O Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) falta liberar apenas 10% para completar todo o volume de empréstimo de R$ 323,629 milhões destinado à Arena Fonte Nova. Por meio do programa Procopa Arenas (linha de crédito aberta pelo governo federal para financiar estádios para o Mundial brasileiro), já foram depositados R$ 291,266 milhões ao consórcio OAS / Odebrecht, braço privado da construção do estádio baiano. As informações são do próprio banco estatal. "O valor restante (R$ 32 mi) será enviado ao final da obra, já como parte do acabamento do estádio", explica o presidente do consórcio, Dênio Cidreira. Atualmente, pela estimativa dos engenheiros, a Fonte Nova atingiu 74% de conclusão, praticamente finalizando a montagem da cobertura. Em contrato assinado com o governo, a arena deve ser entregue até 31 de dezembro de 2012. Além do financiamento via BNDES, a obra tem também como avalista o Banco do Nordeste, com valor de R$ 250 milhões. "Os últimos aportes deste banco serão depositados nos próximos dias e, assim como o BNDES, ficará faltando apenas 10%", reforça Cidreira. Entrave - O fluxo financeiro relativo à Fonte Nova só começou a ser destravado após a entrega do projeto executivo (plano de valor e quantidade de cada material usado na obra) aos auditores do Tribunal de Contas do Estado (TCE), em julho deste ano, após dois anos de atraso. Antes do envio da documentação, os ministérios públicos estadual e federal haviam feito um embargo ao repasse das verbas do BNDES, por entender que era necessário a apresentação do projeto executivo. Governo e consórcio minimizavam o envio da documentação, sob o argumento de que "obra de Parceria Público Privada tem uma característica distinta de obra pública", segundo afirmou à época o secretário Nilton Vasconcelos, da Setre - pasta responsável pelo contrato do estádio. Até o embargo, a Fonte tinha recebido 65% de empréstimo. Na próxima semana, o MP convocará uma reunião com governo e consórcio para debater a documentação recebida. "Vamos apresentar novidades sobre a análise do projeto executivo", diz Rita Tourinho, promotora do MPE. Reprodução: A Tarde / Foto: Margarida Neide/Ag. A Tarde
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.