Nos 12 municípios vizinhos a Salvador vivem 3,5 milhões de pessoas, o equivalente a 25% da população baiana. Diariamente, milhares delas viajam de uma cidade a outra, criando um emaranhado de conexões que envolvem trânsito, economia, cultura e uso dos espaços públicos comuns. Apesar disso, não há um órgão que pense a região como uma unidade. Durante o seminário Metrópole Baiana, realizado pelo jornal Correio e pela rádio CBN, com apoio da Fieb, o vice-governador e secretário de Infraestrutura (Seinfra), Otto Alencar, defendeu a criação de um agente que busque soluções integradas para os problemas da Região Metropolitana. ?Estas cidades cresceram tanto que o problema de uma afeta a outra. Simões Filho, Salvador, tudo o que atinge um desses municípios acaba interferindo no dia a dia dos moradores da cidade vizinha?, admitiu o secretário. O urbanista Carlos Leite, que também participou do evento, acredita que as agências devem ficar responsáveis por pensar ações emergenciais para o desenvolvimento das cidades e regiões. ?Elas devem pensar soluções a curto e médio prazo. Ter metas e trabalhar para reativar lugares, reinventar as cidades?. Ação com prefeitos Segundo Otto Alencar, o governo pretende se juntar com o prefeito eleito de Salvador, ACM Neto, e os outros gestores para dar seguimento ao projeto. ?Isto deve estar acima de interesses particulares, ideologias e diferenças partidárias?, afirmou. Para a professora de Arquitetura e Urbanismo da Ufba e doutora pela Universidade de Paris Ana Fernandes, esse é o momento de pensar grande e parar para realmente discutir a Região Metropolitana. Segundo Otto Alencar, pesquisas de origem e destino que estão sendo elaboradas podem ajudar a pensar os fluxos dos moradores. Para agilizar a mobilidade das cidades litorâneas e ilhas da Região Metropolitana, Alencar citou um projeto hidroviário, que deve ficar pronto em quatro meses, que prevê a integração dessas cidades. Reprodução: Correio / Foto: Marina Silva
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