A redução dos royalties destinados aos municípios produtores de petróleo, aprovada pela Câmara dos Deputados, foi criticada pela deputada Maria Luiza Laudano (PSD), que prevê o agravamento da situação econômica e social de Pojuca, onde é prefeita sua filha, Gerusa Laudano. ?A produção traz o sério problema de agressão não só à vegetação, mas também aos animais, que têm o pelo estragado, perdem peso, prejudicando a bacia leiteira?, afirmou a deputada, lembrando ainda que o solo é contaminado e muitos agricultores ficam impedidos de plantar, com reflexo na produção de frutas e hortaliças. Laudano disse que os orçamentos municipais são programados com base na receita estimada, e a mudança só vai agravar a situação. ?Muitos prefeitos estão sem poder pagar o 13º, demitindo pessoas para fechar a contabilidade dentro da Lei de Responsabilidade Fiscal. Agora, terão menos recursos ainda?. Já o deputado Elmar Nascimento (PR), acha que a Câmara ?deu uma demonstração de independência e altivez? ao votar ?contra os interesses e orientação do Palácio do Planalto com relação à redistribuição dos royalties do petróleo?. Foram preservados, segundo ele, os interesses de Estados e municípios, ?acabando com aquela história de que os municípios produtores, porque geograficamente mais bem localizados, eram sempre mais bem aquinhoados com a riqueza do petróleo, sem compartilhar com os mais pobres, que precisam do poder público?. Segundo Elmar, toda a bancada do PT, com exceção de Zezéu Ribeiro, ?votou contra os interesses da Bahia?, tendo lamentado a postura do governador Jaques Wagner, que estava em Brasília e não fez nenhum tipo de pressão. ?Por que ele não reuniu o PT, a sua bancada, e pediu, como fez Eduardo Campos (governador de Pernambuco) e como fizeram todos os governadores que serão beneficiados?? ? perguntou. Para o deputado, a razão é a mesma pela qual Wagner ?não tem coragem de falar em pacto federativo, colocando o vice-governador Otto Alencar para falar?: a preocupação de não se contrapor às orientações nacionais do PT e do governo federal. Aliás, o discurso bate com declaração reservada de um experiente parlamentar, que, ao ler na imprensa a defesa, por Eduardo Campos e o senador Aécio Neves, de ?um novo federalismo?, atestou por escrito:?É isso mesmo. O governador, quando viu a movimentação de Eduardo e Aécio, deve ter dito a Otto Alencar: ?Vá você, que pra mim não dá??. Reprodução: Jornal da Mídia / Foto: Arquivo - Ag. Mais Região
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