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Geral Saúde

Para liberar Coronavac em crianças, Anvisa pede informações a Butantan

Atualmente, apenas o imunizante da Pfizer foi autorizado para o público infantil

22/12/2021 09h03
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Reprodução
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) solicitou informações complementares para analisar o pedido de  uso emergencial da Coronavac no público infantil. A decisão foi tomada  nesta terça-feira (21) após reunião com técnicos da Anvisa, representantes do Instituto Butantan e sociedades médicas.

De acordo com a análise feita pelos pesquisadores da Anvisa e especialistas, como pediatras e imunologistas, os dados apresentados pelo instituto paulista não são suficientes. Os avaliadores entenderam que o Butantan precisa apresentar dados ''ausentes no processo'' para, depois, avaliar se libera ou não a vacina da Coronavac em crianças e adolescentes.

''A Anvisa vai encaminhar ao Instituto uma série de questionamentos sobre dados que ainda não estão presentes no processo e que impedem a conclusão da análise pela Agência'', informou a agência reguladora em nota.

A reunião foi divida em duas etapas. Primeiro os representantes do Instituto apresentaram estudos sobre o imunizante em crianças e passaram a responder aos questionamentos de especialistas presentes no encontro. Na segunda etapa,  apenas técnicos da reguladora e representantes de sociedades médicas analisaram as informações prestadas pelo Butantan.

''Na avaliação dos técnicos da Anvisa e dos especialistas externos convidados há lacunas importantes nos dados apresentados pelo Butantan que ainda impedem afirmar de forma científica o grau de imunidade gerado nas crianças e adolescentes''

O Instituto Butantan divulgou uma nota em que ''agradece as associações médicas'' que estiveram na reunião e informou que ''foram apresentados dados robustos sobre imunogenicidade e segurança do imunizante mostrando, mais uma vez, que há elementos suficientes para autorização''.

Por se tratar de vacinas para crianças, a Anvisa incluiu as reuniões com especialistas da área no processo de autorização de imunizantes para esse público. Segundo a agência, a mesma medida foi adotada durante os estudos sobre a vacina da Pfizer, liberada para crianças na semana passada.

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