A secretária de Finanças de Dias d’Ávila, Mara Saray, afirmou em entrevista no Programa É do Povo, que o governo de Jussara Márcia deixou uma “desorganização intencional” e que o primeiro ano do Governo Castro foi desafiador para organizar o setor de controle e execução de contrato.
“O que me parece que foi uma desorganização intencional porque a intenção me parece que era essa, não encontrar os gargalos. Foi um período de muitos desafios para organizar nós implantamos uma secretaria de administração, o setor de controle e execução de contrato para controlar e fazer uma gestão desses custos e saldos de cada contrato e itens, separado por secretaria, para que a gente tivesse um controle, pois nada disso nós encontrava”, explica Saray.
Saray ressaltou, durante a entrevista por vídeo chamada, que o governo Jussara deixou um buraco de dívidas. “Nós encontramos uma prefeitura em que os contratos não tinham controle de saldo, de utilização, tudo completamente desorganizado, uma prefeitura que tinha um hospital com respirador quebrado, que tinha recebido milhões de reais para o covid-19. Uma prefeitura com servidores que estavam corrompidos, desmotivados de ver tanta coisa errada e fora do lugar. Nós encontramos uma prefeitura com um buraco de dívidas, muitas que não estavam registradas oficialmente em restos a pagar. Nós tínhamos fornecedores que estavam em restos a pagar R$2,5 milhões e se devia quase R$6 milhões”, afirma Mara Saray.
A secretária revelou que ouviu 'relatos absurdos' de fornecedores da prefeitura na época do governo de Jussara. “Ouvi relatos absurdos de práticas que se tinham no governo anterior, coisas que a gente não pode relatar, porque são relatos. Mas, nós tivemos processos por exemplo, que foi aberto sindicância de fornecedores que receberam muito mais do que estavam comprovados nos altos de serviços executados. Processo de sindicância aberto pra apurar irregularidades desse nível”, conta.
Assista a entrevista com a secretária de Finanças, Mara Saray: