‘Uma mulher comum que crê no Deus extraordinário’ - essa é a frase que intitula a biografia de Chirley Campos, no instagram. Mulher, mãe, pedagoga, palestrante e cabeleireira, são algumas das muitas representações da matense de 40 anos, que hoje luta contra o câncer de mama.
Chirley já participou do Programa É do Povo, na edição 752 e contou um pouco de sua história cheia de desafios e inspiração à todas que no 08 de março – Dia Internacional da Mulher - celebra conquistas, marcos e lutas.
Cercada de acontecimentos importantes, como os nascimentos das duas filhas, Mavi, 14 anos e Rafa, 13 anos; estudos e crescimento profissional, como ênfase para o empreendorismo feminino, com a abertura do próprio salão de beleza aos 24 anos, a história de Chirley, como de outras mulheres que também inspiram, é marcada por realizações importantes no mercado de trabalho, paralelo a outras atividades como a de maternar.
“Comecei a trabalhar com 17 anos, na função de recepcionista na Clínica Santa Helena em Camaçari, sai com 24 anos, mas já era supervisora de recepção, aí o salão veio, depois que tive minha filha, sair do emprego para cuidar dela. Antes, de abri o salão, primeiro, comecei arrumando os meus próprios cabelos e também de algumas amigas, tudo de graça. Me profissionalizei e abrir o sonhado empreendimento. Hoje, o salão tem 12 anos em Mata de São João. Em 2019, fui premiada com o prêmio ‘É Destaque’, como melhor salão de beleza da cidade”, conta.
Como nos relatou, Chirley vive uma grande experiência de vida, cheia de ensinamentos que a transformou em uma mulher mais forte e firme. “Tenho usado as redes sociais para ajudar algumas mulheres que estão enfrentando o câncer de mama. Tem muitas mulheres em nossa cidade na luta contra a doença. Muitas mulheres com medo do diagnóstico, medo de tentar sobreviver e de lutar contra a doença. A gente não nasceu com ela e temos chances de cura. Eu vivo a minha realidade, lutando contra a doença e ajudando outras mulheres”, afirma.
Histórias como a de Chirley, em algum momento, se unem as de outras mulheres que são protagonistas da própria vida, lutando para vencer desafios, como o câncer de mama, em busca dos sonhos, oportunidades, tentando e aprendendo constantemente numa sociedade ainda machista marcada pelo patriarcado.
O 08 de março só sinaliza que o caminho a ser percorrido ainda é longo e árduo, e, se faz necessário a participação de todas as mulheres como agentes de transformação para uma sociedade com mais respeito, oportunidade, inclusão, onde todos gozem dos mesmos direitos e oportunidades.
Assista a entrevista no Programa É do Povo: