Entretenimento Lauro de Freitas
Tia Má relata racismo em supermercado de Vilas: 'Dói demais'
Jornalista e influenciadora usou as redes sociais para contar o que aconteceu em Lauro de Freitas
22/03/2022 08h02 Atualizada há 4 anos atrás
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Reprodução

A jornalista e influenciadora Maíra Azevedo, a ‘Tia Má’, relatou ter sofrido racismo em um supermercado localizado no município de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador. Ela usou as redes sociais para contar o que aconteceu, no final da manhã desta segunda-feira, 21.

Tia Má disse que foi seguida dentro da loja por um segurança sem nenhum motivo. "É desesperador precisar provar que não vamos roubar, é doloroso ser 'perseguida' dentro de uma loja porque se tem um tipo suspeito. E é preciso que as lojas entendam que a segurança, mesmo que terceirizada, é responsabilidade das redes. Era para ter sido uma ida rápida ao mercado, mas fui discriminada", começou ela em uma publicação no Instagram.

Maíra disse que chegou a falar com a gerência do GBarbosa de Vilas do Atlântico, que negou ter acontecido alguma situação racista.

"É sempre em silêncio… nada é dito, mas o 'segurança' te segue…e ao falar com a gerente primeiro tenta negar o fato, mas ao perceber que eu não era uma pessoa desinformada a mesma concordou e disse que falaria com o funcionário, mas fiz questão de reafirmar que não é um problema dele e sim da loja", afirmou.

Ela marcou o perfil do supermercado e também enviou mensagens para a conta oficial da rede. "Fui falar com a gerente e fiz questão de dizer que essa é uma abordagem inclusive violenta. Porque colocar um homem para seguir uma mulher nos causa medo. Será que não aprendem? Quando os 'outros' roubam dizem que é transtorno, quando a gente apenas chega somos suspeitos", contou, no Twitter.

A jornalista disse que chorou com a situação e relatou que outras duas clientes afirmaram que as situações de discriminação já são uma constante na loja.

"Fiquei paralisada e ao entrar no carro chorei, só agora consegui escrever, porque dói demais…precisei gritar para o homem parar de me seguir, e ele me seguindo estava me sentindo coagida. Me fortaleci porque estava na companhia de minha tia", escreveu ela.

 
 
 
 
 
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