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Entidades médicas alertam para risco de surto

Entidades médicas alertam para risco de surto

22/12/2012 02h37
Por: Redação
Do A Tarde A possibilidade de um novo surto de dengue, como o que atingiu a Bahia em 2009, já preocupa o Conselho Superior das Entidades Médicas da Bahia (Cosemba). O alerta feito pelo órgão e tem como base o  novo boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, que aponta a Bahia como o terceiro em número de mortes causadas pelo mosquito Aedes aegypti. O Estado só fica atrás do Ceará e do Rio de Janeiro. A situação é ainda mais preocupante, pois ambos conseguiram reduzir em 48% e 73%, respectivamente, a quantidade de óbitos em relação a 2011, enquanto a Bahia teve um aumento de 81% dos casos, se comparado o mesmo período. Foram 16 mortes no ano passado e, até o momento,  26 baianos  já morreram esse ano, vítimas da dengue. De acordo com o Levantamento de Índice Rápido de Infestação por  Aedes Aegypti (Liraa), do Ministério da Saúde, das 77 cidades brasileiras que se encontram em situação de risco, 21 estão localizadas na Bahia, o que corresponde a  27% do total. Conforme a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), entre os municípios com maior incidência estão Salvador, Itabuna, Feira de Santana, Ilhéus, Senhor do Bonfim, Serrinha, Guanambi, Jacobina, Jequié e Teixeira de Freitas, que juntos somam quase 50% dos casos registrados no Estado. Novo Sorotipo - Além do aumento significativo do número de casos registrados na Bahia, os especialistas temem ainda as complicações ocasionadas pela chegada de uma nova variação da dengue, o tipo 4, que ampliaria a possibilidades de dengue hemorrágica e, consequentemente, o número de óbitos. O conselheiro do Cremeb (Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia), o médico Otávio Marambaia,  disse que Itabuna - cidade mais castigada no ano passado - continua em situação de vulnerabilidade. "A cidade terá uma epidemia de dengue se nada for feito", afirma. Ações - Segundo a superintendente de vigilância e proteção a saúde da Sesab, Alcina Andrade, o assunto só será discutido a partir do próximo mês de janeiro, pois no momento a Sesab está trabalhando com as equipes de transição dos governos municipais. "Já temos uma reunião prevista com os novos gestores municipais das cidades com maior risco de epidemia, como Itabuna e Feira de Santana, para tratar da adoção das medidas cabíveis", diz.   Foto: Reprodução
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