Geral Lauro de Freitas
Adolescentes são baleados em Lauro de Freitas e família acusa policiais militares: 'não teve troca de tiro, eles chegaram atirando'
Caso aconteceu na tarde de quarta-feira (20). Por causa da ação, familiares das vítimas protestaram no final de linha de Itinga.
21/07/2022 11h18
Por: Fonte: G1
Reprodução

Dois adolescentes de 15 anos foram baleados durante uma ação policial na tarde de quarta-feira (20), no bairro de Itinga, em Lauro de Freitas, cidade que fica na Região Metropolitana de Salvador. As famílias das vítimas acusam policiais militares de serem os responsáveis pelos disparos.

As vítimas foram socorridas para o Hospital Geral Menandro de Faria (HGMF). Uma delas é uma garota, que está estável, segundo a mãe. A outra é um rapaz, que precisou ser transferido para o Hospital Geral do Estado (HGE). Nesta quinta (21), não há detalhes sobre o estado de saúde dele.

Por causa da ação, familiares e amigos das vítimas protestaram no final de linha de Itinga, ainda na noite de quarta, horas após o ocorrido. No momento dos disparos, uma criança de 3 anos estava no colo da jovem, mas não foi atingida.

As famílias afirmam que os policiais militares entraram no bairro disparando a esmo, o que a Polícia Militar nega.

“Ela tinha acabado de sair de dentro de casa. Quando eu ouvi a zoada, saí correndo e pensei: ‘minha filha’. Aí eu ouvi as meninas gritando que ela tinha tomado um tiro no pescoço. Eu saí desesperada, chorando", relatou a mãe da adolescente, Marluce França.

“Foi a polícia. Foram os policiais que atiraram em minha filha. Não teve tiro nenhum contra, só eles que deram. Só eles que deram. Não teve troca de tiro nenhuma, eles chegaram atirando”.

Ainda segundo Marluce, os policiais inicialmente negaram socorro à adolescente e, depois que um vizinho colocou a garota no carro para levá-la ao hospital, os militares seguiram o grupo.

"Quando cheguei lá fora, o vizinho já tinha dado socorro, e eu entrei no carro junto. Eles [policiais] não queriam dar socorro. Quando chegou no meio do caminho, eles vieram atrás da gente e pediu para parar. Aí pegou minha filha e trouxe”.