Do Metro1 Um grupo de moradores de Pojuca realizaram uma manifestação em frente à Assembleia Legislativa na tarde de quarta-feira (26), pedindo a saída da prefeita reeleita Gerusa Laudano (PSD). Os protestantes fizeram uso apitos e faixas pedindo a saída da filha da deputada estadual Maria Luiza Laudano. Aos gritos de "prefeita rejeitada não pode ser empossada", os manifestantes pediram uma providência para o caso. Gerusa Laudano foi eleita com 4.880 votos, pouco mais que um terço de votos nulos: 16.085. O presidente do PSB em Pojuca, José Carlos, que estava na manifestação, afirmou ao Metro1 que quase 15 mil eleitores tiveram a democracia ferida com a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). "Tivemos o pleito, o candidato Dr. Toinho (PDT) ganhou com 14.946 votos, a filha da deputada teve 4.880 votos e houve a decisão da ministra Nancy Andrighi, no TSE, uma decisão isolada [de manter a candidatura de Toinho indeferida]. O que pedimos é que se anule o diploma, porque, mesmo com 4 mil votos, eles estão dizendo que vão assumir e que não tem quem tire. O que pedimos é que se julgue o processo em plenário. Se ele perder o processo, que se marque a eleição", argumentou. Dr. Toinho foi enquadrado na Lei da Ficha Limpa e teve o pedido de candidatura indeferido pela Procuradoria Regional Eleitoral na Bahia (PRE/BA). Ele recorreu ao TSE, mas o indeferimento foi mantido. Ao Metro1, a deputada Maria Luiza Laudano afirmou que a Justiça é que deve decidir se uma nova eleição precisa ser convocada. "Olha, veja bem, o prefeito que se candidatou sabia que estava inelegível, é bem diferente. A Justiça está aí para definir, não houve registro de candidatura, mas ele foi votado, então aquele voto nulo foi quem votou nele. Como os votos deles foram nulos, não é voto em branco, eu acho que é uma ação da Justiça resolver", disse a parlamentar. A deputada disse ainda que o grupo de manifestantes não representa a vontade da população de Pojuca. "Tenho certeza que a voz da comunidade de Pojuca não é essa, então, deve ser alguém que quer o poder sem poder dar nada ao povo", concluiu. Foto: Reprodução
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