A Rede Globo negou ao presidente Jair Bolsonaro (PL) o pedido para que a entrevista dele ao Jornal Nacional fosse concedida do Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República.
O PL havia feito a solicitação alegando que os ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff, ambos do PT, tiveram o mesmo direito quando tentaram reeleição em 2006 e 2010, respectivamente.
Na época, os apresentadores do Jornal Nacional viajaram até Brasília para realizar a tradicional sabatina do programa jornalístico com presidenciáveis que buscavam a reeleição no Palácio do Alvorada.
A decisão da emissora deixou integrantes do Palácio do Planalto e da campanha eleitoral contrariados. Para assessores de Bolsonaro, seria uma demonstração de parcialidade da Globo, que dispensou aos presidentes do passado um tratamento diferente ao do oferecido a Bolsonaro.
A campanha segue negociando com a emissora as condições da sabatina.
Em nota enviada à coluna, a emissora informou: “Em decisão tomada em 2014, logo após as eleições, a Globo definiu que todas as entrevistas em anos eleitorais seriam feitas em seus estúdios. A medida buscou demonstrar que todos os candidatos são tratados em igualdade de condições”.
“Em decisão tomada em 2014, logo após as eleições, a Globo definiu que todas as entrevistas em anos eleitorais seriam feitas em seus estúdios. A medida buscou demonstrar que todos os candidatos são tratados em igualdade de condições.
Em abril desse ano, o calendário de todas as entrevistas foi informado aos partidos. A decisão de realizar as entrevistas nos estúdios da Globo já valeu para as entrevistas do g1 e da GloboNews, sem contestação.
Ontem e hoje, o PL solicitou que as entrevistas com o presidente Jair Bolsonaro, candidato à reeleição, fosse feita no Palácio da Alvorada. A Globo rejeitou o pedido em face dos motivos aqui expostos. Novamente para garantir igualdade de condições, o prazo para que os candidatos aceitem as entrevistas se encerra impreterivelmente hoje”.
As entrevistas ao telejornal com os candidatos ao Palácio do Planalto terão 40 minutos para todos os presidenciáveis e serão conduzidas pelos âncoras William Bonner e Renata Vasconcellos.
Bolsonaro será o primeiro entrevistado. Na sequência, foi sorteado André Janones (Avante) para o dia 23, mas o deputado desistiu da candidatura nesta quinta-feira (4/8) para apoiar o petista Lula.
Ciro Gomes (PDT) foi sorteado para 24 de agosto; Lula para o dia 25; e Simone Tebet (MDB) para o dia 26.
Em 2018, Bolsonaro deu a entrevista ao Jornal Nacional direto da bancada no primeiro turno. No segundo turno, após a facada, ele e Fernando Haddad (PT) foram entrevistados de casa.