Mais uma vez o júri popular do caso de Daiane Oliveira Mota, assassinada com duas facadas no pescoço, em Mata de São João, foi adiado para o dia 05 de outubro. A promotora de Justiça, Severina Patrícia, conversou com familiares e explicou que devido à ausência de uma testemunha de defesa o julgamento foi suspenso.
O jurí estava marcado para acontecer às 10h, desta terça-feira (23), no Fórum Desembargador Francisco Pondé Sobrinho.
Na porta do fórum, familiares aguardavam o início da audiência quando foram pegos de surpresa com a notícia. “A gente espera que não adie mais e que ele seja condenado a pena máxima, pois estou achando um descaso, pois é a segunda vez que adia. Então, eles estão tentando de várias formas que adie para que não seja condenado”, ressalta, Sabrina Freitas, prima da vítima.
O padrinho de Daiane, Danilo Oliveira, contou a reportagem do Mais Região que a família e amigos estão no aguardo da sentença. “A família aguarda Justiça. Os advogados de defesa dele têm tentado de todas as formas tirar o jurí, o máximo que puder, agora temos que aguardar par ao dia 05 de outubro”, comenta.
Audiência de instrução
A audiência de instrução aconteceu no dia 19 de julho de 2019, Fórum Desembargador Francisco Pondé Sobrinho e contou com a presença da família.
Alessandro está preso desde 2019 no Complexo Penitenciário de Mata Escura.
Crime
A jovem Daiane Oliveira Mota foi morta com dois golpes de faca pelo namorado, Alessandro Souza dos Santos, na casa da mãe dele no dia 12 de julho. O crime aconteceu na Rua Heitor Vicente Viana, no distrito de Amado Bahia.
A vítima, que tinha 22 anos, não chegou a ser socorrida pois não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
O assassino relatou ao pai em mensagens enviadas pelo WhatsApp que a motivação do crime seria traição, versão que é contestada por familiares e amigos da jovem.
Um primo da vítima, Danilo Oliveira, disse em entrevista ao portal G1 disse que a jovem tentou terminar o relacionamento em 2018, mas o suspeito pediu que eles reatassem e ainda fez uma tatuagem com o nome dela.
De acordo com o delegado Euvaldo Costa, esse foi o primeiro feminicídio registrado no centro da cidade, após a tipificação do crime contra mulheres.