Um estudo da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, revelou que é possível detectar sinais precoces de demência até nove anos antes de o paciente receber um diagnóstico específico, como Alzheimer.
No trabalho publicado nesta sexta-feira (14) na publicação Alzheimer’s & Dementia: The Journal of the Alzheimer’s Association, o grupo de cientistas analisou informações do Biobank, o banco de dados biomédicos britânico. O grupo identificou que os pacientes apresentavam dificuldades em várias áreas específicas, como a solução de problemas e a lembrança de números específicos
"Quando olhamos para a história dos pacientes, fica muito claro que eles já apresentavam alguns sinais de problemas cognitivos muitos anos antes de os sintomas se tornaram óbvios o suficiente para gerar um diagnóstico", afirmou Nol Swaddiwudhipong, principal autor do estudo.
Os resultados do estudo indicam a possibilidade de, no futuro, pacientes com maior risco de desenvolver algum tipo de demência serem mapeados para intervenções precoces ou para testes clínicos de novos medicamentos.