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Neto nega disputar prefeitura em 2024: ‘Serei cabo eleitoral de Bruno'
Ex-prefeito de Salvador também disse ter recusado 'convite' para ser vice de Lula
17/01/2023 09h57
Por: Keila Abreu Fonte: A Tarde
Uendel Galter | Ag. A TARDE

Derrotado na eleição para governador da Bahia no ano passado, o ex-prefeito ACM Neto (União) negou que irá disputar a Prefeitura de Salvador em 2024 e garantiu que irá apoiar o atual chefe do Executivo municipal na sua tentativa de reeleição. Neto foi prefeito da capital baiana de 2012 a 2020. A declaração aconteceu em conversa com o podcast MetroPod na noite desta segunda-feira, 17. 

“Eu serei eleitor e cabo eleitoral de Bruno [Reis], candidato à reeleição. Eu só tenho esse projeto, essa perspectiva, olhando a disputa municipal de 2024 aqui em Salvador”, declarou Neto.

Na avaliação de ACM Neto, Bruno Reis, que foi seu vice e eleito prefeito em 2020 tem uma gestão aprovada pela sociedade soteropolitana. “Então, eu acho que Bruno vai reunir as melhores condições para ser candidato à reeleição, vai chegar lá forte, com o governo bem avaliado", falou. 

“Bruno tem sido um grande líder político, um grande prefeito e acima de tudo um parceiro, amigo extremamente leal e correto”, continuou Neto.

Convite para ser vice de Lula

Na entrevista para o podcast, ACM Neto confirmou a fala do ex-governador da Bahia, Rui Costa (PT), de que recusou um convite para ser candidato a vice-presidente na chapa de Lula (PT) nas eleições deste ano. Vale lembrar que na Bahia, o ex-prefeito foi oposição à chapa petista. 

A ideia foi apresentada pelo partido Solidariedade, Paulinho da Força, e não uma proposta formal. “Estava em Brasília, e ele levou essa ideia — não foi uma proposta, ideia que partiu dele de eu disputar a vice-presidência com Lula”, afirma o secretário-geral do União Brasil. 

“Disse duas coisas: não cogito nesse momento, me preparei esse tempo todo para ser governador da Bahia, eu tenho um núcleo que preciso defender, e que não iria compreender uma segunda decisão minha de não ser candidato a governador; e dadas as diferenças históricas entre o Democratas e o PT, um processo desse de aliança, as pessoas não iriam entender…”, conta Neto.