Geral Redução global
Brasil registrou pelo menos uma agressão contra jornalista por dia em 2022
Relatório detalhado será apresentado nesta quarta pela Federação Nacional dos Jornalistas
25/01/2023 13h25
Por: Fonte: Mais Região
Reprodução

Dados compilados pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) apontam que, em 2022, pelo menos uma gressão contra jornalista foi registrada por dia. O número total é 376, comtemplando casos de agressões verbais e até físicas. Se comparado a 2021, houve redução de 12,53% no número de registro de ocorrências. Naquele ano, 430 chegaram ao conhecimento da entidade. 

Apesar da redução no total global, houve crescimento de 133,33% nas ocorrências de Ameaças/hostilizações/intimidações, segunda categoria com maior número de ocorrências em 2022, com 77 casos. Já as agressões físicas aumentaram 88,46%, passando de 26 para 49. A entidade destaca ainda o brutal assassinato do jornalista britânico Dom Phillips em Atalaia do Norte (AM). Dom realizava um trabalho em conjunto com o indigenista Bruno Pereira, também assassinado.

Os detalhes do relatório serão apresentados na tarde desta quarta-feira (25), a partir das 15h, no Canal da FenajJ no YouTube e no Facebook. O conteúdo será retransmitido pelas páginas dos Sindicatos de Jornalistas filiados. 

Salvador

Na capital baiana, somente nos primeiros dias de janeiro de 2023, dois casos de agressão e ameaça a equipes jornalísticas foram registradas. 

O mais recente foi no dia 16, quando a repórter Tarsilla Alvarindo, que recebeu um murro no rosto, o cinegrafista George Luís e o motorista Marcos Oliveira, da TV Record Itapoan, foram agredidos enquanto cobriam ao vivo um acidente de trânsito. 

O primeiro episódio ocorreu no dia 11, com a equipe da TV ARATU, ameaçada por eleitor de extrema direita no Farol da Barra.

O Sinjorba e a Associação Baiana de Imprensa decidiram constituir um fórum estadual para acompanhar e prevenir os casos de violência e assédio contra jornalistas no exercício de seu trabalho profissional. A iniciativa deve contar com o Ministério Público do Trabalho, Ministério Público do Estado da Bahia, Tribunal de Justiça da Bahia, Secretaria de Segurança Pública, Ordem dos Advogados do Brasil, entre outras autoridades e representantes dos veículos, para pedir providências urgentes para preservar a segurança dos jornalistas na atividade profissional.