Geral Monica Costa
Voltas da Moni... Na Vaquejada
Compartilhe nosso artigo em sua rede social ou envie via WhatsApp
17/03/2023 15h10
Por: Fonte: Monica Costa
Reprodução

Olá, como estão vocês? Com saudades dos textos da Moni, né? Kkkkkk

Então, vamos lá  @voltasdamoni e suas histórias de vida.

Desta vez, será uma tragic-comic (acredito que Deus já tenha me perdoado por isso kkkk).

Senta que lá vem “causo”...

Era início da década de 90 e eu conheci Luiza no grupo de terapia. Uma poetisa, figuraça, e logo ficamos amigas.

Certa vez, Luiza foi convidada para assistir à Vaquejada de Serrrinha e como não iria sozinha, perguntou ao amigo se poderia levar uma companhia, que seria eu, e a resposta foi positiva.

Quem me conhece e ou não me conhece pessoalmente, mas acompanha meus textos por aqui, sabe o quanto sou amante das viagens, adoro colecionar memórias inesquecíveis sobre o mundo!

E assim, seguimos para Serrinha, cidade localizada há +/- 175km de Salvador, onde a vaquejada, desde 1967, é uma tradição marcante.

Confesso que eu nunca curti essa “cultura”, mas fui por curiosidade, pela companhia, por ter hospedagem de 0800 e porque amo viajar.

Tivemos uma calorosa recepção em Serrinha. Gugu, nosso “anfitrião”, super simpático, tinha reservado o melhor quarto da casa para nós. Despachamos as bagagens e fomos “turistar”. Ah! quando se tem um guia local, isso faz toda a diferença: busque sempre esse profissional (#dicadamoni).

Eis que entre uma parada e outra, recheada de boa prosa, Gugu comentou que recebeu uma ligação telefônica avisando que a mãe havia sido hospitalizada em Salvador. O coitado ficou aflito, nos pediu desculpas e seguiu estrada acompanhado por parentes, para saber o que de fato, havia acontecido com sua mãe.

Fez dois pedidos para nós: divirtam-se (pois vocês vieram aqui para isso) e tomem conta da minha casa.

Por um momento, eu e Luiza sentimos vontade de ir embora, mas ele realmente queria que nós ficássemos e assim, acatamos.

Nos dias seguintes, a festa bombando na cidade, e nós entramos na farra. Vez ou outra, Luiza, buscava informações sobre a situação da senhora doente e a resposta era sempre que o quadro se mantinha estável.

Na terceira noite da festa, confesso que nos excedemos na bebida (kkkkkk) e logo cedo entramos em sono profundo. Lá pela madrugada, eu acordei ouvindo vozes, levantei receosa, mas precisava ir ao sanitário. E foi aí, minha genteeeee, que levei um baita susto e dei um grito quando me deparei com um caixão no meio da sala e a casa lotada de gente. Cheguei até a ficar curada da cachaça nesse momento (kkkkk) e rindo de tanto nervosismo que perdi até a direção do sanitário. Foi demaissssss...misericórdia. Imaginem a cena...Jesus amadooooo.

Agora pasmem: quando retornei ao quarto, Luiza seguia dormindo, o sono das deusas. Acordei-a e fui ser a porta-voz do ocorrido. A coitada estava numa ressaca de dar dó e custou a acreditar na veracidade dos fatos.

Depois, conversamos com Gugu e nos solidarizamos com a partida da mãe dele.

Tomamos banho e optamos por ficarmos na rua enquanto o velório acontecia na casa com o povo “bebendo a defunta”, um ritual comum pelos interiores baianos, até efetivamente o horário do enterro.

E...finalzinho da tarde, nós duas, regressamos para Salvador.

Querem saber se depois desse fatídico episódio eu ainda estive em Serrinha? Kkkkkkkk, já vos respondo que sim, em 2007, mas fui a trabalho e vivi outras emoções.

E aí, o que acharam desse “causo verídico”? vou esperar para ler os comentários de vocês.

 

Um xêro da Moni e até abril.