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Promotor diz que Bruno mandou matar Eliza e pede pena máxima

O promotor ainda tentou ligar Bruno ao tráfico de drogas - ele foi descrito como um criminoso que não tem respeito pelas mulheres e vivia cercado de malandros.

08/03/2013 12h56
Por: Redação
O promotor Henry Vasconcelos pediu a pena máxima para Bruno Fernandes Souza, 28 - ele mandou matar e sequestrar Eliza Samudio, segundo Vasconcelos. O julgamento continua e a expectativa é de que a sentença do goleiro Bruno saia na madrugada da sexta-feira (8). O promotor ainda tentou ligar Bruno ao tráfico de drogas - ele foi descrito como um criminoso que não tem respeito pelas mulheres e vivia cercado de malandros no Rio de Janeiro e em Minas Gerais. Bruno admitiu ontem pela primeira vez que sabia da morte de Eliza e mesmo assim não denunciou o crime. Ele negou ser o mandante do homicídio, mas disse que "aceitou" o crime - Bruno culpou o ex-assessor e à época grande amigo Luiz Henrique dos Santos, o Macarrão, pela morte de Eliza. Já segundo o promotor, Bruno, tomado pela arrogância de ser um jogador de futebol famoso e acreditando ser intocável, mandou sequestrar e matar Eliza como "se pisasse numa barata". A motivação do crime era não pagar a pensão à ex-amante e não reconhecer o filho dos dois, nascido em 2010. "Um canalha", disse Vasconcelos. A acusação disse ainda que Bruno foi dissimulado todo o tempo até assumir que sabia que Eliza estava morta. Ele teria se utilizado de "lágrimas hipócritas" para tentar jogar a culpa pelo crime em Macarrão. Em outro momento, o promotor disse que Bruno era ligado ao tráfico de drogas e já teria sido visto algumas vezes em companhia de Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem da Rocinha, um dos maiores traficantes do Rio. Promotor pediu pena máxima a Bruno por morte de Eliza Irregularidades Já a defesa de Bruno diz que o processo tem muitas irregularidades. O advogado Lucio Adolfo disse que como ainda há investigações sobre o caso em andamento, Bruno não deveria estar sendo julgado. Ele classificou o caso de "um show midiático" que prejudicou o seu cliente. "Se absolverem, ficarão mal na imprensa", disse aos sete jurados. O advogado disse que a única prova de que Bruno foi o mandante do crime é uma confissão de Macarrão em novembro do ano passado - quando este foi condenado a 15 anos de prisão. O defensor disse que a confissão foi parte de uma "negociata" para diminuir a pena de Macarrão. Absolvição O promotor Henry Vasconcelos pediu ainda a absolvição de Dayanne Souza, 25, ex-mulher de Bruno, que responde por cárcere privado e sequestro do filho de Bruno e Eliza. Para ele, Dayanne foi coagida pelo então marido a participar do crime. Bruno assumiu pela primeira vez saber que Eliza foi assassinada   (Com conteúdo do Correio com agências) / Foto: Reprodução
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