Esporte E.C Bahia
Bahia deixa a desejar no ataque e na defesa, e se complica na tabela
Equipe comandada por Renato Paiva faz campanha de rebaixado na Série A
30/05/2023 09h05
Por: Keila Abreu Fonte: A Tarde
Felipe Oliveira | EC Bahia

Reza a lenda no futebol que o melhor ataque de um time é a sua própria defesa. Alguns acreditam, inclusive, que a lógica é inversa. De qualquer modo, se uma das duas teses fossem aplicadas ao Bahia, nenhuma delas renderia frutos. Se a equipe está há cinco jogos sem triunfo, muito se deve a desempenhos ruins em todos os setores do time.

A defesa do Tricolor tem passado por dias difíceis. A última vez que os comandados de Renato Paiva não sofreram gols e ganharam a partida foi no duelo contra o Vasco, pela terceira rodada da Série A. De lá pra cá  se passou quase um mês e a meta de Marcos Felipe só não foi vazada no confronto com o Santos, que terminou em 0 a 0, pela Copa do Brasil.

 O ataque segue a mesma linha. As estatísticas mais recentes comprovam a dificuldade de estufar a rede adversária. Nos últimos cinco embates, tendo em vista todas as competições, o Esquadrão de Aço marcou apenas três gols. Um anotado contra o Goiás, no empate em 1 a 1, e outro no jogo com o Flamengo, na derrota por 3 a 2.

Quem não faz, toma

Apesar de só ter balançado as redes em três oportunidades nas últimas partidas, o ataque Tricolor desperdiçou muitas chances. Nos duelos com Santos (um pela Copa do Brasil e outro na Série A), Flamengo, Goiás e Internacional, os jogadores desperdiçaram sete grandes ocasiões de marcar.  

As falhas na frente do goleiro rival têm custado muitos pontos ao clube. A situação não passou despercebida pelo técnico Renato Paiva, que comentou o assunto na entrevista coletiva pós-jogo do Internacional. “Os números em jogo indicam que estamos crescendo como equipe. Falta sedimentar isso, afirmar isso, com gols. Eu não marco gols. Isso é fato”, afirmou o comandante. Em Porto Alegre, Biel e Thaciano perderam chances de ouro na frente da meta.

Neste mesmo período, por outro lado, o Bahia levou incríveis nove gols, com uma média de quase dois tentos sofridos por partida. E poderia ter sido mais, já que no recorte dos jogos a equipe se mostrou vulnerável em sua maioria. Foram  13 grandes chances de gol concedida aos adversários.

Desempenho preocupa

O início do Brasileirão também foi o começo de uma expectativa maior da torcida. Se esperava que o time, que oscilou no regional e no estadual, chegasse mais maduro para o torneio nacional. Com a bola rolando, porém, a realidade tem sido bem diferente.

São cinco derrotas em oito jogos disputados. Aproveitamento de apenas 29%. Somente em dois confrontos o Esquadrão levou vantagem em relação ao seu adversário. As presas da equipe, inclusive, foram times que se encontram em situação péssima na competição até aqui. 

O Vasco, primeiro derrotado, ocupa a 18ª posição, enquanto o Coritiba, último oponente que os comandados de Paiva venceram, é o lanterna do campeonato. As primeiras impressões do Bahia na Série A preocupam. A campanha de 2023 igualou, em números, a de 2012, que até então era a pior dentre as participações no modelo de pontos corridos. 

As estatísticas são piores do que as de 2014 e 2021, anos em que o clube caiu para a Segundona. Onze anos atrás, no entanto, o Tricolor conseguiu se livrar do rebaixamento. O desejo é que o feito se repita e que o primeiro ano da Era City não seja marcado por uma queda. Neste momento, o time está empatado em pontos com o Goiás, primeiro do Z-4, e se salva pelo salgo de gols.

Paciência?

Em contrapartida, Paiva pede paciência. “Estamos na oitava jornada. As pessoas querem o Bahia de 1988. Não é assim. Vai ser daqui a um, dois, três anos. Não é já”, defende o treinador. Fato é que o rendimento ruim tem aumentado a insatisfação da torcida. Contra o Santos, amanhã, pela Copa do Brasil, a equipe tem a chance de avançar de fase e mostrar poder de reação.