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Pronatec e Senai oferecem 458 vagas em Dias D?Ávila, Pojuca e Mata de S. João

Os cursos gratuitos são atalho para bons salários. Confira as vagas por cidade.

07/03/2014 11h00
Por: Redação
Da Redação Qualificar jovens para oportunidades que já existem no mercado de trabalho, e que pagam bem. É esse o objetivo das 5.230 vagas gratuitas abertas em cursos técnicos que formam profissionais em 45 carreiras diferentes. A oferta é restrita a quem está cursando o ensino médio ou concluiu os estudos há pouco tempo. As cidades de Dias D?Ávila, Pojuca e Mata de São João somam no total 458 vagas oferecidas em 13 cursos. Pelo Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico (Pronatec), do governo federal, das 1.440 vagas oferecidas nos 17 cursos, Dias D'Ávila terá (40) para Técnico em Petroquímica e (80) para Técnico em Logística. As vagas serão ocupadas através de sorteio eletrônico ? as aulas serão ministradas por professores do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), em convênio com a Secretaria da Educação do Estado, e começam  dia 6 de maio, com duração de um ano. As inscrições para as vagas do Pronatec podem ser feitas até  sábado (27). O próprio Senai também seleciona alunos para 3.790 vagas em outros 28 cursos. Nesse caso, é necessário participar de uma seleção. As provas estão marcadas para 26 de maio e serão compostas por questões de Língua Portuguesa, Matemática e Conhecimentos Gerais, e as aulas estão previstas para começar no dia 15 de julho. Os cursos durarão cerca de seis meses, com carga de 4 ou 5 horas diárias. Foram abertas 338 vagas para Dias D?Ávila, Pojuca e Mata de São João. Emprego garantido  Segundo os organizadores dos cursos técnicos, a escolha das carreiras e o número de vagas disponíveis foram calculados com base em pesquisas de demanda de mercado. Sendo assim, garantem que já há no mercado de trabalho vagas de emprego à espera desses profissionais. ?Nossa oferta é muito baseada no que de fato há necessidade. A gente evita oferecer o que está saturado no mercado,? salienta o professor Antonio Almerico Biondi Lima, superintendente de Educação Profissional do Estado. Os cursos financiados com recursos próprios do Senai são focados no segmento industrial. ?Oferecemos cursos que são subsidiados pela indústria e requeridos por diversos segmentos industriais. São cursos com graus de especificidade para atender justamente o que se precisa no mercado?, assegura Ana Valéria Scabuddi, coordenadora de Cursos de Aprendizagem Técnica do Senai-Bahia. Ela cita como exemplo o curso de Auxiliar de Laboratório Químico na Indústria de Bebidas, com 40 vagas e disponível somente no município de Acajutiba, no nordeste do estado. A qualificação atenderia à necessidade de indústrias locais. ?Existe uma demanda naquela região desse profissional, porque há indústria lá que precisa e não acha?, relata. É na região que está instalada a fábrica de bebidas da cervejaria Schincariol. Oportunidades  Entre os cursos que estão com inscrições abertas, alguns remuneram melhor que outros. Conforme estudo do Senai, com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados  (Caged), o técnico em mecatrônica, por exemplo, recebe, em média, após um ano de conclusão do curso, cerca de R$ 2,3 mil. Após dez anos, o salário atinge R$ 6,1 mil. No caso dos técnicos projetistas (desenhista técnico), esses valores são de R$ 2 mil e R$ 7 mil, respectivamente. Já os técnicos em petróleo e gás recebem entre R$ 2 mil e R$ 6,6 mil, os em petroquímica, R$ 1,9 mil a R$ 5,8 mil, e os em logística, R$ 1,6 mil a R$ 5,2 mil. Profissões antigas  Mas não são somente as carreiras novas e com forte apelo na indústria que garantem boa empregabilidade. É o que garante o professor Antonio Almerico, ao justificar a disponibilidade de vagas em cursos de técnicos em modelagem do vestuário ou em técnico de móveis. ?Aparentemente é algo do passado, mas cada vez mais você tem conjunto de possibilidades de trabalho em empresas. Você não vai ser costureiro, vai pensar o processo de produção, ser coordenador de grupo de pessoas, pode trabalhar com modelagem, com a produção e padronização. Tem que aprender informática, é sempre um intermediário entre o engenheiro e operário da ponta?, detalha. O hoje estilista Jeferson Ribeiro, 27 anos, percorreu esse caminho. Em 2004, fez o curso técnico de Estilismo e Produção de Moda, enquanto esperava o resultado do vestibular que prestou para Jornalismo. Perdeu na seleção, mas descobriu que sua aptidão era mesmo a de desenhar com tecidos. Em quase dez anos viu o salário pular de R$ 1,2 mil para mais de R$ 3,5 mil. Este ano, o jovem decidiu criar uma marca própria de roupas femininas, que leva seu nome. Ribeiro participou, na semana passada, de seu primerio desfile de moda, o Dragão Fashion Brasil, em Fortaleza. ?Já trabalhei em Salvador com grandes marcas, e agora estou começando o caminho-solo?, comemora. Ribeiro destaca que, apesar de ainda não ter grande reconhecimento, o mercado de moda na Bahia está em expansão. ?Além da criação na indústria, existe muita oportunidade de produção de moda para artistas e para lojas, para ajudar os clientes?, salienta. Aptidão  Como saber que se tem mais aptidão para ser técnico em plástico, em logística ou em metrologia? O professor Antonio Almerico reconhece a dificuldade que há para os jovens optarem pelas carreiras técnicas devido à falta de contato com essas profissões. Para tentar ajudar, a Secretaria da Educação criou um blog com informações sobre a rotina dessas carreiras (http://www.educacaoprofissionaldabahia.blogspot.com.br/). ?Mas tem profissões que não adianta, o jovem não quer. Há grande demanda na agropecuária de inseminador artificial, por exemplo, mas nem ofertamos?, observa o dirigente.   Por Daniela Costa com informações do Correio* / Foto: Reprodução
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