Alvo da operação Tempus Veritatis, deflagrada pela Polícia Federal, o ex-presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), se defendeu das acusações em uma entrevista exclusiva concedida à Rede Record, na sexta-feira (9).
Durante a conversa, que durou cerca de 20 minutos, Bolsonaro falou sobre diferentes pontos da investigação e reclamou do que classifica como perseguição a ele e à direita.
Minutas de golpe
Bolsonaro negou que a suposta minuta que previa a decretação de um estado de sítio, encontrada pela PF no escritório dele na sede do PL em Brasília, fosse exatamente um rascunho de decreto. Segundo ele, tratava-se de alguns documentos que já faziam parte da investigação.
“Conversei com os advogados e buscamos saber como aqueles papéis estavam lá. No final da tarde, foi descoberto, comprovadamente: aqueles papéis eram peças de um processo que o advogado tinha conseguido junto ao ministro Alexandre de Moraes, que é o relator daquele inquérito. Então era peça de processo. Nada de novidade ali”, alegou o ex-presidente.
Sobre outro documento, aquela minuta de decreto que, segundo a PF, previa até a prisão de autoridades da República, como o ministro Alexandre de Moraes, Bolsonaro também negou ter tido conhecimento do texto.
“Ninguém botou na minha frente nenhum documento, pra decretar estado de sítio, de defesa, ou coisa qualquer”, afirmou.