Dias d'Ávila Operação Temporal
Homem morto em Dias d'Ávila era líder criminoso envolvido na morte de policial federal
"Seco" foi um dos responsáveis por planejar e montar o grupo que tentou invadir a Valéria, em setembro do ano passado
01/03/2024 23h07
Por: Redação Fonte: Com Ascom/PC
Foto: Ascom-PC / Divulgação

O homem morto nesta sexta-feira (1°), em um confronto com policiais civis na cidade de Dias D'Ávila, foi oficialmente identificado como Jailson Almeida dos Santos. Conhecido como "Seco", ele era suspeito de planejar a invasão ao bairro de Valéria, em Salvador, que terminou com a morte do agente federal, Lucas Caribé Monteiro de Almeida, de 42 anos, em setembro de 2023.

O Mais Região noticiou a informação mais cedo, confirmando que o indivíduo estava sob vigilância policial quando, na Avenida Ayrton Senna, próximo ao Bosque 3, teria reagido à ordem de parada, abrindo fogo contra os policiais. Em resposta, os agentes revidaram, atingindo o suspeito, que foi imediatamente levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Dias d'Ávila, onde acabou falecendo.

Segundo a polícia, com ele, as autoridades apreenderam um revólver calibre 38 carregado, com numeração suprimida, e um documento de identidade com indícios de falsidade ideológica, com nome de Jailson Pinheiro dos Santos.

Jailson possuía três mandados de prisão em aberto por homicídios e tráfico de drogas. Ele era apontado como líder de uma organização criminosa com forte atuação no tráfico de drogas e homicídios, especialmente no bairro de Periperi, no subúrbio de Salvador.

Operação Temporal

O confronto que resultou na morte de Jailson Almeida estava vinculado à "Operação Temporal", desencadeada em setembro passado no bairro de Valéria. Nessa ação, cinco homens, incluindo o policial federal Lucas Caribé, foram mortos, e até o dia 3 de outubro, ao menos 16 suspeitos envolvidos já haviam morrido em confrontos com as forças policiais.

As investigações revelaram que a ordem para a invasão em Valéria partiu de uma liderança da facção criminosa, que estava presa há mais de um ano. Mais de 50 criminosos fortemente armados participaram do ataque aos policiais, resultando em acusações de homicídio qualificado e organização criminosa para os envolvidos.