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Vereadores de Mata de São João rebatem críticas e denúncias da oposição

Vereador acusou Câmara Matense de ser uma "extensão da prefeitura" e de ter "assessores fantasmas".

05/06/2013 09h35
Por: Redação
Da Redação Depois de ler uma matéria em que o vereador da oposição Élcio Ramayana (PMDB) fazia críticas à atuação da Câmara Municipal, os vereadores da base do governo aproveitaram a sessão desta terça-feira (04) para responder as críticas. O primeiro a falar sobre o assunto foi o vereador Cristiano Magalhães (PMN), que foi seguido pelos demais vereadores. ?As pessoas criticam dizendo que somos extensão da prefeitura, enquanto a gente está trabalhando pelo povo?, disse Cristiano. Ele se referia à declaração do vereador Elcinho, que afirmava que a Câmara Municipal de Mata de São João seria uma extensão da prefeitura, sem que os vereadores se impusessem diante do poder executivo. ?Se os projetos vêm e beneficiam Mata de São João, não tem porque eu votar contra?, disse o vereador Pastor Sandro (PTN), concordando com o discurso de Cristiano Magalhães. Ele ainda afirmou que nos seus cinco meses de mandato, em nenhum momento os vereadores da base de governo teriam recebido algum tipo de barganha em troca de uma aprovação de projeto. ?Até porque, um prefeito correto não precisa fazer isso?, afirmou durante a sessão. A vereadora Luciene Tavares (DEM) também se mostrou ofendida com as críticas e denúncias feitas pelo colega, que sugeria, entre outras coisas, que na Câmara Municipal existiriam ?assessores fantasmas?. ?Um vereador que não mora na cidade, vem esporadicamente, não sei por que fala com tanta firmeza, fazendo esse tipo de críticas infundadas?, disse a vereadora Lulu. Ela ainda contabilizou que, desde 2009 até o mandato atual, o vereador Elcinho (PMDB) teria somado 52 dias faltas e 23 sessões em que esteve ausente. Requerimento Recusado O vereador Élcio Ramayana (PMDB) por sua vez, afirmou que todas as suas faltas teriam sido justificadas e aproveitou para, mais uma vez, criticar a atitude dos vereadores. ?Eu saio dessa casa com uma grande vergonha?, disse o vereador, questionando aos seus colegas porque teriam recusado o requerimento que ele havia feito na sessão desta terça (04). ?Já que essa casa não seria a extensão da prefeitura, por que votaram contra o meu requerimento??, questionou. Em seu requerimento o vereador solicitava que fosse enviado para a Câmara Municipal os nomes e endereços dos beneficiários do programa Minha Casa Minha Vida, tanto da sede da cidade como também do litoral. Todos os vereadores, com exceção de Paulo Bolinha (PMDB) e de Jiló (PSDB), que estava ausente, foram contra o requerimento. ?A não votação desse requerimento, claro, vai fazer parte dessa denúncia no Ministério Público e todas as Vossas Excelências serão anuladas, um por um, neste processo que já está em andamento?, afirmou o vereador no momento em que defendia sua proposta. Seu discurso foi tomado como uma ameaça pelo vereador Paulo Lins (PP). ?O senhor nos colocou contra a parede para que votássemos a favor do seu requerimento. Achei que foi infelicidade da sua parte e me senti no direito de votar contra?, disse Paulo diretamente para Elcinho, afirmando ter se sentido ?coagido? pelo vereador. Outros vereadores também justificaram seu posicionamento. O vereador Márcio Oliveira (PPS) afirmou que acreditava ser desnecessária a proposição de Elcinho. ?Nós acreditamos que não existem motivos que sejam justificáveis para que a máquina pública seja parada, que funcionários sejam deslocados para retirar da documentação da prefeitura e trazer por uma mera discussão política, informações que vão lhe subsidiar?, disse.   Por: Lorena Dias / Fotos: Gabriel Seixas/Ag. Mais Região
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