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Suspeito que fez filha refém no Arenoso esteve em outro caso de cárcere privado em 2023

Região de Tancredo Neves chegou a registrar ‘onda’ com crimes do time no ano passado

08/07/2024 18h25 Atualizada há 1 semana
Por: Luana Velloso Fonte: Correio*
Crédito: Ana Lucia Albuquerque/CORREIO
Crédito: Ana Lucia Albuquerque/CORREIO

Fazer a própria filha refém não foi o primeiro crime do tipo cometido pelo homem que trocou tiros com policiais do Bope na manhã desta segunda-feira (8) e invadiu a residência onde a criança estava, no bairro do Arenoso. Identificado como Deivison, o suspeito é um traficante vinculado à facção do Bonde do Maluco (BDM), que tem atuação histórica no bairro. Ele já esteve em outras trocas de tiros com PMs e, em uma delas, também fez uma família refém na região.

Quem confirma isso é o coronel Luciano Jorge, comandante da 23ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), que descreveu o suspeito como uma figura conhecida dos policiais que atuam na região. “Esse indivíduo foi preso em outra ocorrência com refém na madrugada do dia 2 de novembro, no ano passado, aqui no Arenoso. Então, fica o registro de que é a segunda vez que esse indivíduo comete esse tipo de crime na área da 23ª (CIPM). É um criminoso reincidente”, contou o Coronel.

O registro citado pelo comandante é um dentro de uma ‘onda’ de cárcere privado na região da 23ª CIPM, com a maioria dos casos acontecendo em Tancredo Neves. Ao todo, de acordo com levantamento da reportagem, o caso em que Deivison foi preso em novembro foi, ao menos, o oitavo do tipo ao longo de 2023. No ápice do problema, cinco casos em que traficantes fizeram famílias reféns durante tentativa de fugas foram registrados entre os dias 12 e 18 de abril, todos eles em Tancredo Neves.

Uma fonte policial, que prefere não se identificar, explica a reincidência de Deivison de duas maneiras. A primeira se dá pela função que ele tem dentro da organização criminosa em que atua. “É um homem de bonde, que é responsável tanto por ataques como pela segurança da facção dentro das ruas do Arenoso. Esse tipo de criminoso vive em um risco constante de ser encontrado por policiais que tentam garantir a segurança da área em rondas”, explica a fonte.

A segunda é pelo fato de a região estar marcada pela disputa entre grupos criminosos, o que aumenta a necessidade de traficantes nas ruas. “Homens como ele, que têm essa função de proteger a área da facção, precisam estar ainda mais armados nas ruas porque, a qualquer momento, pode haver um ataque do grupo rival. Então, eles se posicionam em áreas mais avançadas, menos protegidas e estratégicas. Isso provoca mais confrontos com a polícia. E, dentro de um contexto de fuga, mais cárcere privado”, completa a fonte ouvida pela reportagem.

Esse é o segundo caso com reféns registrado em Salvador em uma semana. O último foi registrado na Rua 1° de Janeiro, na Cidade Nova, com três mulheres reféns após quatro homens invadirem uma residência no local durante fuga. Os quatro se entregaram e as vítimas foram liberadas. Um dos suspeitos tinha apenas 15 anos e foi apreendido para a Delegacia do Adolescente Infrator. Os outros foram presos em flagrante.

Em reportagem, um especialista de segurança pública explicou a repetição de casos de cárceres privados porque o crime se transformou em uma tática dos traficantes.

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