Faltam apenas dois jogos para o fim do primeiro turno do Campeonato Brasileiro, e o objetivo do Vitória está bem definido: fugir do rebaixamento. Após a derrota por 3x1 para o Fortaleza, o clube perdeu a “gordura” para o Corinthians - primeira equipe dentro do Z-4 - e se tornou a pior defesa da competição. Um dos fatores que mais preocupam é a bola aérea defensiva.
Os três gols sofridos na Arena Castelão fizeram o Leão se tornar o time mais vazado no Brasileirão, o que é uma barreira na missão de seguir na elite. Dos 28 gols sofridos pelo rubro-negro, 11 aconteceram por erros defensivos em bolas aéreas, representando aproximadamente 39% dos gols sofridos pelo Vitória no campeonato.
A estatística revela uma deficiência na equipe do atual treinador do Leão. Sob o comando de Thiago Carpini, 8 dos 17 gols sofridos na Série A ocorreram a partir de cruzamentos em bolas paradas ou rolando. Em comparação, apenas 3 dos 11 gols ocorreram dessa maneira quando a equipe era treinada por Léo Condé.
Para Carpini, um dos fatores que explicam a marca negativa é a impossibilidade de manter a escalação dos quatro homens de defesa. “[O erro na bola aérea defensiva] passa pelo sistema defensivo. Acho que foram 12 jogos à frente do Vitória e não sei quantas vezes consegui repetir a linha defensiva. É uma dificuldade grande criar um padrão sem repetição e sem jogadores que atuem na função. Inevitavelmente, esses erros acontecem. Claro que também não é justificativa, mas é seguir ajustando. A bola parada a gente precisa de iniciativa, tomada de decisão do atleta, agredir a bola, atacar o espaço. São situações que a gente treina, mas que fogem um pouco do nosso controle”, explicou o treinador.
Nos últimos 11 gols sofridos pela equipe de Carpini, seis ocorreram por falhas em defender bolas aéreas. O período destacado, iniciado com a partida contra o Red Bull Bragantino, pela 11ª rodada, coincide com o segundo jogo sem o zagueiro Camutanga. Após a lesão do jogador, Carpini improvisou o volante Caio Vinícius e o lateral direito Willean Lepo na posição. No último duelo, todos os três gols do Fortaleza surgiram a partir de erros do Vitória, evidenciando a necessidade de ajustes urgentes para evitar a queda.