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Geral Transporte

Ônibus seguem sem circular na Engomadeira após sequestro

Moradores reclamaram da caminhada e policiamento foi reforçado

06/08/2024 08h29
Por: Redação Fonte: Correio
Arisson Marinho
Arisson Marinho

Um dia após o sequestro de uma mãe e um bebê, que terminou com a mulher baleada e o sequestrador morto, o bairro da Engomadeira permanece com o serviço de transporte público interrompido. Nesta terça-feira (6), moradores estão precisando caminhar pelo menos meio quilômetro do final de linha até a entrada do bairro. O serviço foi suspenso ontem à tarde e não há previsão de quando será retornado. Provisoriamente, o final de linha está funcionando no Conjunto ACM.

Apesar da falta dos ônibus, o bairro segue a rotina. Crianças foram à escola, o comércio está funcionando, o posto de saúde abriu e os moradores saíram de casa para trabalhar. Os pontos de ônibus que ficam na Estrada das Barreiras, na entrada do bairro, ficaram lotados durante a manhã. Uma viatura da Polícia Militar e outra da Transalvador permanecem de plantão na esquina. No fim de linha, uma viatura do Grupamento Gêmeos fez o policiamento. Uma mulher reclamou.

"É sempre assim, a violência acontece, os ônibus deixam de circular e a gente que fica prejudicado. Ontem, tive que caminhar bastante para conseguir chegar em casa. Hoje, tive que sair mais cedo para não chegar atrasada no trabalho. A gente está cansado", disse.

Relembre o caso

Um homem invadiu uma casa e fez uma família refém nesta segunda-feira (5), no bairro de Engomadeira. Uma jovem de 19 anos foi baleada e o filho dela, um bebê de 1 ano e 3 meses, foi resgatado sem ferimentos do local. O Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) foi responsável pela negociação.

O suspeito foi identificado como Gilvan Dias Damasceno Santos, mais conhecido como Carrasco. Ele invadiu a casa por volta das 5h, fazendo mãe e filho reféns, no momento em que fugia da Polícia Militar. A polícia confirma que ele tentou escapar dos agentes, mas não informa qual o contexto da perseguição.

"Em dado momento ele fez o disparo, segundo o interventor do Bope, contra Raíssa, e aí ela foi socorrida. [O Bope] teve que fazer intervenção, e ele foi baleado", disse o comandante Luciano Jorge, da 23ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM/Tancredo Neves).

Raíssa levou um tiro no rosto e foi socorrida por uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ao Hospital Geral Roberto Santos.  Segundo familiares, ela passou por cirurgia e segue com quadro estável. Ela foi atingida na cabeça.

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