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'Porta dos Fundos' fará um ano com faturamento de ao menos R$ 3 milhões

O motivo é que no YouTube a publicidade em "banners" e no chamado "True View", anúncio que antecede os vídeos, é vendida pelo próprio Google, que fica com 45% do faturamento.

21/07/2013 10h32
Por: Redação
Da Folha  O Porta dos Fundos completa um ano no dia 6 de agosto apresentado como prova, pelo YouTube, de que vídeo tem viabilidade financeira para além das plataformas de TV aberta e paga. As estimativas de faturamento que circulam no mercado, de R$ 3 milhões em dez meses (da criação até o mês passado), com vídeos corporativos e publicidade, são descritas como "conservadoras" pelo próprio Porta. João Vicente de Castro, um dos cinco sócios, responsável pela área comercial, diz que o grupo "tem uma política de manter isso em sigilo, porque as pessoas nunca pensam que a empresa tem gasto", por exemplo, com funcionários. Antonio Pedro Tabet, também sócio-fundador, diz que o objetivo desde o início era "fazer, na internet, algo que gostaríamos de fazer na TV, mas não tínhamos espaço".
Divulgação
A partir da esquerda, Ian SBF, Fábio Porchat, Gregório Duvivier, Antonio Pedro Tabet e João Vicente de Castro, fundadores do Porta dos Fundo
A partir da esquerda, Ian SBF, Fábio Porchat, Gregório Duvivier, Antonio Pedro Tabet e João Vicente de Castro, do Porta dos Fundo
O risco financeiro foi até pequeno. "O investimento foi mais conceitual. De dinheiro também, mas como quem investe num hobby." Ele diz que desde o início já previa "algum retorno, mesmo que pequeno, porque tinha o [blog de humor] Kibe Loco [criado por ele há 11 anos] como plataforma de lançamento e porque confiávamos no nosso trabalho". Além de Castro e Tabet, o programa tem como sócios os atores Fábio Porchat e Gregório Duvivier e o diretor Ian SBF. Para Tabet, o Porta comprova que, "sim, é possível obter lucro sem ser na TV". E o apresentador da Globo Luciano Huck não tem nada a ver com isso, garantem ambos. "Acho que esse boato [de que Huck investe no Porta] saiu porque dois integrantes trabalharam com ele, eu e o Kibe [Tabet]", diz Castro. NOVA INDÚSTRIA Da parte do Google, dono do YouTube, o Porta dos Fundos é apresentado como "o grande exemplo do surgimento de uma nova indústria" em que vídeos profissionais não se restringem mais à TV aberta e paga ou à Netflix. É o que diz Álvaro Paes de Barros, que comanda a área de conteúdo no país há um ano e meio. Foi perto de dois anos atrás que o Google começou a montar a área de parcerias de conteúdo, globalmente, "com o propósito de tornar o YouTube um destino de entretenimento, e não só um depositário de vídeos". Barros diz que "o Porta é sem dúvida o mais famoso, mas há vários outros canais brasileiros de sucesso: o Makeup by Camila, que dá dicas de maquiagem, o Rolê Gourmet, o Manual do Mundo". A relação entre YouTube e Porta está próxima agora, com elogios da plataforma às iniciativas comerciais do programa, inclusive vídeos corporativos criados diretamente para anunciantes como Fiat e LG --sem passar pelo Google. Mas até poucos meses atrás o Porta ainda tinha como projeto adotar uma plataforma própria, como o americano Funny or Die. O motivo é que no YouTube a publicidade em "banners" e no chamado "True View", anúncio que antecede os vídeos, é vendida pelo próprio Google, que fica com 45% do faturamento. "Antes a gente não era parceiro do YouTube", diz Castro. "Hoje a relação é bem estreita. E a gente, por enquanto, está feliz lá. [A plataforma própria] não é um projeto para agora." Confira um dos videos do 'Porta dos Fundos'   Foto: Reprodução
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