O 3ºJuizado Especial Criminal de Brasília arquivou a investigação criminal que apurava a autoria dos boatos envolvendo o fim do Programa Bolsa Família, ocorridos nos dias 18 e 19 de maio. A informação foi divulgada neste domingo pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT). Segundo nota publicada no site do TJDFT, "não foi verificada nenhuma comprovação de que o crime em investigação tenha sido praticado e que a pessoa investigada, ou indicada pela vítima, tenha agido com culpa ou dolo". O arquivamento do caso foi pedido pelo Ministério Público com base nas investigações da Polícia Federal (PF), que apontaram a inexistência de elementos que possam configurar crime. Encerrado no último dia 12, o inquérito da PF concluiu que o boato sobre o fim do Bolsa Família "foi espontâneo, não havendo como afirmar que apenas uma pessoa ou grupo os tenha causado". A PF ouviu 64 gerentes da Caixa nos locais onde foram registrados saques e descartou que a origem dos boatos tenha sido notícias em redes sociais, divulgação em rádios comunitárias ou mensagens de telemarketing, como chegou a ser afirmando pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Para a PF, um conjunto de "fatores desassociados" espalhou a notícia de que o programa seria suspenso. Na ocasião, o boato causou tumulto nas agências da Caixa Econômica Federal (CEF) para onde milhares de pessoas se dirigiram a fim de sacar o benefício. Foram registrados cerca de 900.000 saques, totalizando 152 milhões de reais. Dias D?Ávila - Na cidade das águas, centenas de pessoas se deslocaram até a Caixa Econômica para receber um suposto bônus referente ao Dia das Mães. Houve tumulto no local e a polícia foi chamada para conter os beneficiários. (Com Estadão Conteúdo) // Foto: Reprodução/Roberto Setton
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