Da Veja Em três anos, o número de alunos que utilizam o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies)aumentou mais de dez vezes e chegou a 893.000 em 2013. Apenas no primeiro semestre deste ano, 327.000 contratos foram firmados, o equivalente a 87% do montante registrado em 2012. Criado em 1999, o Fies destina-se a financiar cursos de ensino superior em instituições privadas a estudantes que tenham renda familiar bruta de até 20 salários mínimos (13.560 reais). A expectativa do Ministério da Educação (MEC) é que o programa termine o ano com 1 milhão de alunos. O salto vertiginoso nas contratações foi verificado a partir de 2011, quando houve queda nos juros do financiamento, ampliação do prazo de carência e possibilidade de adesão em qualquer momento do ano. As instituições particulares também passaram a cooptar alunos para o Fies, que é visto como sinônimo de ganho certo e queda nos índices de inadimplência estudantil. Entre 2011 e 2012, o número de financiamento dobrou, chegando a 599.000. "O financiamento ajuda quem não tem renda compatível com o Programa Universidade para Todos (Prouni), mas também não tem dinheiro suficiente para arcar com as mensalidades de uma universidade. "Para o setor, é um grande instrumento. Se o estudante deixa de pagar, a instituição já oferece o Fies", afirma Rodrigo Capelato, diretor-executivo do Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior do Estado de São Paulo (Semesp). Grandes grupos educacionais têm aproveitado o programa para atrair novos alunos. O grupo Anhanguera, por exemplo, fechou o primeiro trimestre com 87.000 contratos. Foto: Ilustrativa
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