As prisões em flagrante de dois dos três soldados da Polícia Militar que se envolveram em uma briga no Bar 30 Segundos, no Rio Vermelho, em Salvador, na última sexta-feira (26) foram convertidas em preventiva. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP-Ba), os soldados Adilson Prazeres Barbosa, 26 anos, e Gervásio Augusto Carvalho da Silva Júnior, 29 anos, foram ouvidos na 1ª Delegacia Territorial (DT/Barris) e na Corregedoria da Polícia Militar. Depois eles foram encaminhados ao Departamento de Polícia Técnica (DPT) para se submeterem a exames de corpo delito, alcoolemia e resíduos metálicos. Lotado na 36ª CIPM (Dias D?Ávila), Adílson foi autuado em flagrante por disparo de arma de fogo em local público e uso de documento falso, pois o documento de porte não batia com a numeração da sua arma. Já Gervásio, que serve na 14ª CIPM (Lobato) e é apontado por testemunhas como autor de disparos dentro da casa noturna, vai responder por tentativa de homicídio, porte ilegal de arma e disparo de arma de fogo em local público. Briga e tiros A PM informou em nota que foi acionada por volta das 3h30 desta madrugada por conta de uma confusão generalizada em um bar no Rio Vermelho. No local, a guarnição foi informada que as pessoas que atiraram fugiram em direção ao Parque Lucaia. Em diligências, a equipe localizou os suspeitos nas proximidades da Ceasa do Rio Vermelho e os prendeu - neste momento, os suspeitos foram identificados como PMs. Os soldados estavam no carro da amiga Fernanda Mayan Abreu, 21, que foi baleada na perna. A suspeita é que ela tenha sido baleada já do lado de fora do bar - o carro ficou com marcas de tiros. No veículo, foi apreendida uma pistola calibre 380 - outras duas do mesmo calibre estavam no cofre do bar, uma delas, da PM da Bahia. De acordo com o advogado Joel Meireles, representante do bar 30 segundos, um dos três policiais militares conseguiu burlar a segurança do estabelecimento e entrou armado. Ainda segundo ele, os três PMs brigaram com outro cliente dentro do bar e uma equipe da Polícia Militar foi chamada para conter a briga, quando houve uma troca de tiros. "Os policiais atiraram em outro cliente. Quando eles saíram, a polícia deu voz de prisão, mas eles não respeitaram", disse Meireles à TV Bahia. Fonte: Correio // Foto: Reprodução
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