Geral Em 2026
Obras Sociais Irmã Dulce vão abrir faculdade de Medicina em Salvador
Primeira missão religiosa da santa baiana foi na educação, e agora, cinco anos após sua canonização, sua sobrinha anuncia a criação de uma faculdade de Medicina.
13/10/2024 12h48 Atualizada há 2 anos atrás
Por: Redação Fonte: Correio
Divulgação

A primeira missão religiosa de Irmã Dulce, conhecida por seu trabalho incansável em favor dos doentes, surpreendentemente, não estava relacionada à saúde. Em 1933, poucos meses após se formar como professora primária e tornar-se noviça, a religiosa deu aulas em um colégio mantido por sua congregação, na Cidade Baixa, em Salvador. Desde então, a educação sempre esteve entre as prioridades do Anjo Bom da Bahia.

Agora, cinco anos após a canonização de Irmã Dulce pela Igreja Católica, sua família se prepara para realizar mais um sonho da santa. Maria Rita Lopes Pontes, sobrinha da religiosa, anunciou a criação da Faculdade Santa Dulce, com o primeiro curso de Medicina previsto para começar até 2026. “Nós vamos abrir, dentro de dois anos, a Faculdade Santa Dulce. O primeiro curso será de Medicina”, revelou Maria Rita durante uma entrevista em um podcast especial sobre os cinco anos de canonização da santa.

Segundo Maria Rita, a criação da faculdade é uma continuidade do legado de Irmã Dulce, que foi pioneira na formação de estudantes de Medicina na Bahia. Na década de 1970, ela já acolhia jovens para aulas práticas no Hospital Santo Antônio, fundado em 1983. “Procuro fazer o que ela faria se estivesse aqui. Acredito que estamos seguindo os passos dela”, destacou.

A futura faculdade será instalada no bairro de Patamares, em Salvador. O prédio que abrigará a instituição foi doado durante a pandemia, após um empresário, que prefere permanecer anônimo, desistir de manter sua própria instituição de ensino superior. Desde junho de 2021, o edifício já abriga o Centro Especializado em Reabilitação, realizando cerca de 7 mil procedimentos gratuitos por mês.

Maria Rita reforçou que, além de adaptar o espaço para a faculdade, o atendimento no centro de reabilitação continuará funcionando, permitindo que os futuros médicos tenham contato direto com pacientes. “Estamos fazendo todas as adaptações necessárias para que o prédio funcione de forma funcional e atenda tanto os estudantes quanto os pacientes”, finalizou a superintendente das Obras Sociais Irmã Dulce (Osid).

As informações são do jornal Correio.