Geral Vizinhos e amigos
Veja quem são as vítimas da queda do elevador no Horto Florestal
Ariston de Jesus, 61 anos, e Manoel Francisco da Silva, 54, moravam em Paripe
15/11/2024 09h26
Por: Redação Fonte: Correio 24h
Reprodução/ Correio 24h

Além de funcionários da mesma empresa de mudança, as duas vítimas que morreram na queda de um elevador em um prédio de luxo no bairro do Horto Florestal, em Salvador, eram vizinhas e amigas há anos. Ariston de Jesus, 61 anos, e Manoel Francisco da Silva, 54, moravam no bairro de Paripe, no subúrbio ferroviário da capital baiana, e eram conhecidas como pessoas alegres e trabalhadoras.

Ariston de Jesus, conhecido como ‘Quathá-Quathá’, era alegria da rua onde morava. Para os amigos e familiares, a ficha ainda não caiu. “Ele, quando bebia, era a minha preocupação. Agora, com quem eu vou me preocupar mais? Acabou tudo para mim agora”, disse a filha caçula, Naiane do Santos, 31. Além dela, Ariston tem mais três filhos, duas mulheres e um homem, Diogo Maurício dos Santos, que também esteve no local do acidente nesta quinta-feira (14).

Ariston era casado há 40 anos com Márcia Santos, 54. Ela contou à reportagem que o esposo havia quebrado dois dedos em um acidente de trabalho há quatro meses. “Nós namoramos no escondido por três anos. É um pai de família que perdeu a vida. Ele saiu feliz de casa, havia dito para mim ontem que ia parar de beber”, disse. Além dos quatro filhos, o casal tem 16 netos.

Diferente de Ariston de Jesus, que era funcionário freelancer da Bom Preço Mudanças, Manoel Francisco da Silva trabalhava na empresa de carteira assinada. Era conhecido por todos como um homem trabalhador. “Ele trabalhava com o dono da empresa há mais de 30 anos. Acabou de vender as férias dele agora, praticamente nem curtiu as férias”, afirmou Marlos Souza, sobrinho de Manoel.

Nelcilene Souza, sobrinha de Manoel e irmã de Marlos, contou que esse foi o único acidente de trabalho sofrido pelo tio. “Era um homem muito trabalhador, a vida dele foi trabalhar. No final de semana, ele tinha a vidinha dele, tomava uma cervejinha e tudo mais, mas sempre foi muito trabalhador”, disse. Manoel também deixa quatro filhos, três homens e uma mulher.